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Paralamas do Sucesso em São Paulo
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| R. Beolchi/Especial para Terra |
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Com um Olympia totalmente abarrotado de gente, os Paralamas do Sucesso mostraram, mais uma vez, que a energia da banda se renova cada vez mais. O trio de Brasília reuniu amigos e muitos fãs para a gravação de um álbum e um DVD ao vivo, o primeiro desde Vamos Batê Lata de 95.
Com diversos convidados da geração do pop rock nacional dos anos 80, o grupo fez um show histórico na noite de sexta, 16, em São Paulo.
A apresentação começou de forma bem inovadora para os padrões brasileiros. Com um pequeno palco montado no meio da pista, a banda começou a noite se apresentando como trio. A referência ao começo da carreira, quando apenas Bi Ribeiro, João Barone e Herbert Viana formavam a banda, tem sido recorrente nas aparições do grupo.
Um set curto de pouco mais de meia hora foi a trilha sonora da performance no melhor estilo Bridges To Babylon dos Rolling Stones, que durante a turnê do disco homônimo montou um palco semelhante no meio da pista. O contato com o público, que estava próximo, extasiou visivelmente o líder dos Paralamas. Diversas vezes durante toda a noite Herbert Viana frisou a emoção e a energia que vinha da empolgação da platéia.
No mini palco a banda abriu a noite com O Calibre. Edgar Scandurra do IRA! e Dado Villa-Lobos da Legião Urbana se espremeram no tablado em participações destacáveis. Da-me Tu Amor, Soldado da Paz ganharam vigor extra. Mas foi com Que País É Este que Herbert Viana conseguiu levantar efetivamente os fãs.
Em seguida, a banda fez uma pequena pausa de quase meia hora para que o show prosseguisse do palco principal. A empatia criada com o público na abertura manteve as pessoas aquecidas para mais surpresas. Nando Reis, Paulo Miklos e Roberto Frejat e até o rapper carioca Gustavo Black Alien tiveram sua vez ao lado dos Paralamas.
Mas os dois maiores destaques ficaram com George Israel do Kid Abelha e Djavan. O saxofonista do trio carioca ajudou a banda em La Bella Luna e numa energética versão de Ska pra roqueiro nenhum botar defeito. Não fosse a pacata índole do público, rodas de pogo bem que poderiam ganhar vida na pista da casa.
O astro alagoano foi de longe o mais aclamado. O anúncio de Djavan fez o Olympia quase ir abaixo. Lanterna Dos Afogados e Uma Brasileira - na qual o compositor participa da gravação original - fizeram brotar uma horda de isqueiros que acompanhavam o ritmo das canções.
Mão pesada e som alto
Quem está acostumado com a técnica primaz de João Barone pôde constatar a versão furiosa do músico. Barone literalmente sentou a mão nas peles de sua bateria e fez as paredes e o chão tremerem. Se alguém ainda guarda dúvidas sobre o estilo dos Paralamas do Sucesso - que flerta continuamente com o pop - o trio brasiliense respondeu em alto (muito alto) em bom tom. Rock na veia para um show que deixou ouvidos zunindo.
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