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Música
Sábado, 1 de dezembro de 2007, 10h33 
Disco 'Thriller', de Michael Jackson, faz aniversário
 
Esteban Linés
 
Divulgação
Disco  Thriller , de Michael Jackson, completa 25 anos de existência
Disco Thriller, de Michael Jackson, completa 25 anos de existência
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O disco Thriller faz aniversário neste sábado e celebra 25 anos de lucros para seus autores e para a música popular em geral.

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Agora que, dizem, Michael Jackson está em meio à gravação de seu primeiro disco solo em sete anos, aquela obra de referência adquire dimensões impensáveis quando de seu lançamento. Além da efeméride relacionada ao disco, o cantor em breve fará 50 anos, surgiu o anúncio de uma improvável colaboração com seus irmãos em uma reunião do Jackson Five e, o mais importante, seu novo disco está anunciado para meados do ano que vem, em co-produção com Will.I.am, do Black Eyed Peas.

Sempre houve grandes expectativas quanto a Michael Jackson, desde a era do Jackson Five, um grupo formado por cinco irmãos que apostava em um contagiante pop-funk de influência negra. Michael tinha cinco anos quando se tornou o minilíder de uma fábrica de dinheiro concebida por um pai esperto e impiedoso. E, depois de passar por essa escola forçada, o irmão menor da família serviu como vértice a outro invento fraternal, promovendo o encontro digerível de etnias em uma sociedade convulsionada (os Estados Unidos dos anos 70), propelido por música comercial de alta qualidade.

Depois de se tornarem líderes de vendas de discos com sucessos como ABC, Never Can Say Goodbye e I Want You Back, o invento terminou abandonado, quando Michael decidiu voar com as próprias asas. Seu disco de estréia, muito fiel aos cânones do soul, do rhythm'n'blues e do funk, que começava a esquecer James Brown, foi uma realização extraordinária.

Off The Wall, o título desse trabalho, ainda estava presente na memória popular quando emergiu Thriller, uma enorme surpresa para a época em que foi lançado (o começo dos anos 80), devido ás atrações estilísticas e cenográficas que propunha. O disco combinava a música de dança, a disco music, os primeiros balbucios do hip-hop, as primeiras amostras do rap da periferia pobre.

Thriller, além disso, se aproximava de uma estética muito mais rica do que o exíguo campo de linguagem do videoclipe, adotando efeitos visuais espetaculares, arquiteturas coreográficas espantosas, guarda-roupas sofisticados e contratos milionários com cineastas famosos, como John Landis, em seu inesquecível vídeo de Jackson como zumbi, co-estrelado por Vincent Price.

O sucesso desse disco - impecável em seu conteúdo musical, ponto de inflexão na história do pop, popularizador da música disco com um tempero sonoro mais elegante - foi nefasto para a carreira futura de Jackson, porque tudo que ele produziu posteriormente era comparado de imediato a esse paradigma insuperável.

E isso em larga medida por mérito dele - 27 milhões de cópias nos Estados Unidos, 105 milhões no mundo (ainda um recorde para um álbum de estúdio), oito prêmios Grammy e o melhor trabalho musical de sua carreira solo, com produção impecável de Quincy Jones (responsável básico por uma sonoridade orgânica copiada exaustivamente), além de letras com maior compromisso social, como Billie Jean, Beat It e Wanna Be Startin' Something.

Além de tudo, o disco contém algumas das mais redondas canções da era do pop, como Billie Jean, sem dúvida a melhor interpretação de Jackson, e Beat It, marcada por um riff à moda do heavy metal gravado por Eddie van Halen.

Tradução: Paulo Eduardo Migliacci ME
 

La Vanguardia
 
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