| Reprodução/Divulgação |
 Detalhe da capa do CD Phantom Power do Super Furry Animals |
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É impressionante o número de bandas que surgem na cena inglesa sem que por aqui haja qualquer reflexo disso. Na verdade, o mercado brasileiro ainda é muito espelhado no norte-americano. Só depois de estourar nos Estados Unidos, um conjunto estoura por aqui. O grupo Super Furry Animals é um desses exemplos. Lançou seu primeiro CD em 1996 e chega agora ao sexto, Phantom Power.
A banda não é inglesa, mas sim do País de Gales, nação que faz parte do Reino Unido, assim como Irlanda e Inglaterra. No começo, chegaram a compor algumas músicas na língua natal, o ininteligível welsh, cheio de consoantes e raras vogais. Segundo o vocalista e guitarrista Gruff Rhys, as influências da música inglesa e norte-americana começaram a pipocar e então passaram a cantar em inglês. O fato é que o disco é muito bom, com um certo tom psicodélico e do rock alternativo pairando no ar.
Ainda que alguns saudosistas prefiram os primeiros discos, Phantom Power é um trabalho criativo e gostoso de ouvir. A melodia cativante é o prato principal de Hello Sunshine e Liberty Belle, tão doces quanto as do disco solo de Francis McDonald, baterista do grupo indie Teenage Funclub, Sauchiehall and Hope, no qual usou a alcunha de Nice Man. O arsenal de referências atemporais deixa no ar um sabor de anos 70 em alguns momentos, como acontece com a música de trabalho, o excelente rock-gospel à la Jimi Hendrix Golden Retriever.
Completam os destaques a etérea The Picollo Snare; Venus e Serena, marcada pela batida eletrônica ao fundo; a balada Antena 1 Light FM Cityscape Baby, uma espécie de Free as a Bird (de John Lennon) do Super Furry; e Out of Control, a mais pesada de um disco que não é pesado. Para os que sentem saudade da experimentação eletrônica mais direta dos primeiros CDs, a última faixa Slow Life, traz uma palinha desses tempo. Phantom Power é disco que deixará a banda, pelo menos no Brasil, no mesmo lugar que estava antes: distante da maioria das pessoas e bem perto do coração dos mais chegados.
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