| Rogério Lorenzoni/Redação Terra |
 Integrante do AfroReggae usa máscara no começo do show |
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O AfroReggae trouxe ao palco Stage o som da favela carioca de Vigário Geral, foi essa a mensagem que o líder, José Junior, mandou logo na primeira
música, Som de VG. Porém, quem for pelo nome e acreditar que o grupo navegue nas ondas de Bob Marley, estará completamente enganado. O som do AfroReggae parece uma junção do rap pesado do Pavilhão Nove com os tambores da Nação Zumbi.
Com coreografias bem ensaiadas e um discurso afiado, o AfroReggae foi
conquistando os presentes aos poucos, conforme o show ia rolando. Já na
segunda música, a cover do Legião Urbana Que Pais É Este, pode se
ouvir o coro do público que começava a aumentar a lotação do enorme palco
Stage.
O AfroReggae surgiu tempos depois da tragédia que abalou o Rio de Janeiro em 1993, quando um grupo de policiais promoveu a chacina de 21 moradores,
alegando que estavam atrás dos traficantes que haviam matado seus colegas no dia anterior. Ao invés de devolver na mesma moeda (ou melhor, munição), um grupo de moradores se mobilizou e criou a ONG AfroReggae, com o intuito de entreter os jovens da favela, tão próximos ao tráfico e as armas.
O grupo cresceu, adicionando dançarinos e um grupo de teatro. No palco do
festival, todos os envolvidos contribuíram para a energética apresentação,
que contou, ainda, com covers de Caetano Veloso e Gilberto Gil (Haiti e Tim Maia (Coronel Antônio Bento. O público aprovou.
Set List
Som de VG
Que Pais é Este
Mesmo Assim
Conflitos Urbanos
Me Espere
Haiti
Coronel Antônio Bento
Tô Bolado
Capa de Revista
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