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Música
Quarta, 24 de outubro de 2007, 12h47  Atualizada às 13h13
Crítico compara Britney a boneca erótica inflável em novo álbum
 
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    Depois de fazer manchetes por tudo menos pela música, Britney Spears está de volta com um álbum que, segundo fontes musicais bem informadas, deve liderar as paradas, apesar dos tropeços da cantora.

    » Britney Spears atinge fotógrafo pela segunda vez
    » Britney Spears mostra lábios com preenchimento

    Nos últimos 12 meses Britney raspou a cabeça, internou-se numa clínica de reabilitação, passou por um divórcio cheio de conflitos, perdeu a guarda dos filhos e atacou o carro de um fotógrafo.

    E, num hábito estranho que rendeu inúmeras referências nos tablóides ao título de seu álbum mais vendido - Oops!... I Did It Again - foi fotografada várias vezes sem calcinha.

    Agora ela está torcendo para que o lançamento de Blackout, seu primeiro álbum gravado em estúdio em quatro anos - que chegará às lojas em 30 de outubro - , promova uma volta por cima.

    O álbum já rendeu Gimme More, que liderou as paradas digitais norte-americanas e a crítica especializada prevê grande sucesso.

    No entanto, alguns críticos que ouviram o último trabalho de Britney disseram que o provável sucesso do álbum se deve menos aos dons da cantora e mais ao trabalho dos produtores.

    "Se uma boneca sexual inflável pudesse cantar, é assim que soaria", escreveu Jim Farber. "Em termos de trucagens de estúdio, o álbum de Paris Hilton foi virtualmente acústico, comparado com isto."

    O The Times de Londres disse que Spears "deve sentir um certo prazer no fato de que Blackout é muito mais coeso que os álbuns recentes de antigos colegas dela do Mickey Mouse Club, como Justin Timberlake e Christina Aguilera."

    Mas o crítico Pete Paphides acrescentou: "Certas canções não soariam muito diferentes se os vocais de Britney fossem totalmente deletados". Um release de divulgação da Jive Records mostra que o título de álbum é uma referência a "fazer um blecaute da negatividade e abraçar a vida plenamente".

    E as letras fazem referências claras à vida de Britney. Em uma canção, ela canta: "Sou a senhorita carma negativo / a cada novo dia, um novo drama / acho que não vejo mal algum em trabalhar e ser mamãe".

    Geoff Mayfield, diretor de paradas na Billboard, afirmou que o álbum de Spears pode estrear como número um nas paradas, com vendas de entre 200 mil e 300 mil cópias - muito inferior às 600 mil cópias vendidas do álbum anterior, The Zone, em sua primeira semana nas lojas. The Zone, de 2003, continha a canção Toxic, premiada com o Grammy.

    "A maioria dos artistas já está vendendo menos que antes, porque o mercado de álbuns está em baixa", declarou Mayfield. "Britney não está imune a isso."
     

    Reuters

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