Especiais
Festival de Verão
Madonna

 Sites relacionados
Arquivo do Rock
FM O Dia
Dynamite
Kboing
Nando Reis
Palco MP3
Território da Música


  Letras e cifras


 Notícias por e-mail
Receba as últimas notícias no seu e-mail
 Fale conosco
Mande suas críticas e sugestões. Participe!





Tim Festival
Sexta, 31 de outubro de 2003, 16h24 
Para Nestor Marconi, tango é coisa de portenhos
 
Saiba mais
» Quinteto Nestor Marconi abre festival com tango
Multimídia
Áudio e vídeo
» Veja trecho do show!
Galeria de fotos
» Fotos do show do Quinteto Nestor Marconi
 Últimas de Tim Festival
» Tim Festival 2008 reuniu festa e sofisticação
» Show de Camelo é marcado por música do Los Hermanos
» Letícia Spiller chega acompanhada ao Tim Festival no Rio
» Atriz reclama do som no Tim Festival 2008
Busca
Busque outras notícias no Terra:
Para tocar tango com paixão, é preciso ser portenho. Ou, pelo menos, é o que diz o acordeonista Nestor Marconi, um dos maiores intérpretes e exportadores do gênero.

"Não sei se foi o tango que cativou Buenos Aires ou o contrário, mas sei que o tango começa e termina em Buenos Aires. Para tocar o tango é preciso ter a umidade do rio da Prata grudada na pele", declarou à Reuters esse portenho de adoção, que nasceu em Rosário há 61 anos.

Marconi foi o encarregado de abrir na quinta-feira o Tim Festival, o maior evento musical do Brasil, que acontece no Rio de Janeiro até este sábado, 1º de novembro.

Vestido inteiramente de negro - contrastando com o branco total de seus cabelos -, o melhor acordeonista argentino da atualidade afirmou em seu camarim, há uma hora de seu show, que o tango "é como um idioma: por mais que você o aprenda, nunca será como se fosse sua língua materna".

"Tenho alunos muito bons na Holanda ou na Alemanha, eles fazem uma imitação ótima, mas lhes falta a pele", explicou.

Sem limites
Entretanto, Marconi não quis dar definições. "O tango não tem limites. Felizmente já evoluímos com relação aos anos 40".

"Graças a (Horácio) Salgán e a Piazzola, as pessoas se convenceram de que existem muitas maneiras e diversos instrumentos com os quais se pode fazer tango."

Marconi cresceu profissionalmente na época em que essa mudança estava acontecendo. Ele nunca hesitou em compor, dirigir e tocar para trios, quartetos, quintetos, octetos, orquestras de câmara, sinfônicas e até mesmo trilhas sonoras de filmes.

Solista do Nuevo Quinteto Real e diretor da Orquestra de Música Argentina Juan de Dios Filiberto, atualmente está compondo Tangos Concertantes, uma obra para acordeão e orquestra sinfônica, e já tem em mente um trabalho para orquestra de câmara, encomendado pela Camarata Bariloche.

Surpreso com o sucesso
Embora não pare de se mexer, Marconi transmite calma, possivelmente decorrente do fato de ter conseguido o que nunca imaginou ganhar: "Às vezes me pergunto como é possível que já tenha tocado com Yo Yo Ma (o grande violoncelista nova-iorquino) ou com a Sinfônica de Montreal."

Elogiado em todo o mundo, Marconi diz que, para ele, o maior presente é o reconhecimento da autoria de suas composições. "Quando me dizem ´ouvi a canção e soube que era tua´, é indescritível", afirmou.

Ao ser perguntado sobre se pretendia produzir algum trabalho com músicas ou em estilo brasileiros, Marconi respondeu: "Não tive a possibilidade de gravar".

Em seguida, pegou o acordeão e tocou a melodia de Insensatez, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes.

"É muito parecido com o tango Los Mareados. Uma vez, num concerto aqui no Brasil, misturei as duas. Foi minha única incursão na música brasileira. Quem sabe no próximo álbum... É uma boa idéia."
 

Reuters

Reuters Limited - todos os direitos reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

 
 » Conheça o Terra em outros países Resolução mínima de 800x600 © Copyright 2009,Terra Networks Brasil S/A   Proibida sua reprodução total ou parcial
  Anuncie  | Assine | Central do Assinate | Clube Terra | Fale com o Terra | Aviso Legal | Política de Privacidade