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Tim Festival
Sexta, 31 de outubro de 2003, 01h32 
"Melô do Tigrão" é quase roubo, diz Front 242
 
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Eles foram pioneiros da dance music na década de 80 e sua influência pode ser sentida no som de diversos artistas da cena eletrônica atual.

Mas no Brasil, o grupo belga Front 242 corria o risco de ficar mais conhecido como a banda que foi sampleada no funk carioca Melô do Tigrão.

O grupo terá a chance de mudar esse quadro no sábado, ao se apresentar no Tim Festival, no Rio de Janeiro, e no domingo, no DirecTV Music Hall, em São Paulo, tocando músicas do novo disco, Pulse, e clássicos como Quite Unusual e Headhunter, cuja base foi usada no bizarro sucesso do Bonde do Tigrão.

O líder da banda, Jean-Luc de Meyer, disse, em entrevista exclusiva à BBC Brasil, que não pretende sequer ouvir a música dos funkeiros.

"Não, obrigado. É um remix, e sei de cadeira, pelos remixes que conheço, que apenas um ou dois, entre os milhares que existem, são melhores que o original. Não quero perder meu tempo. Sei que o resultado é sempre inferior", fulmina o cantor.

Ao saber que os funkeiros pegaram emprestada, não apenas a introdução, mas toda a base de Headhunter, De Meyer é ainda menos lisonjeiro.

"Acho injusto samplear uma parte longa de uma música. Nós próprios sampleamos muitas coisas, não músicas de outras pessoas, mas sim sons de tudo quanto é canto. Isso é criação. Mas samplear uma parte inteira de uma música está mais próximo do roubo do que do ato de criar", diz o cantor.

Show brasileiro
De Meyer diz que o público que for às apresentações do Front 242 no Rio e em São Paulo não verá apenas um espetáculo musical.

"Definitivamente, não se trata só de música. A música é bem alta e pesada. Mas vem acompanhada de imagens, luzes e fumaça. É uma exeriência completa", comenta.

Para De Meyer, samplear trechos longos de músicas é "roubo"

"Além disso, os rumos da apresentação são determinados pelo que sentimos da platéia."

Ainda mais, quando se trata da primeira vez que estão vendo um show nosso", acrescenta.

A despeito da influência que o Front 242 tem sobre artistas contemporâneos, Jean-Luc de Meyer diz desconhecer a música atual.

"É diferente com outros membros da banda, mas não costumo me interessar por música, de forma geral. Somos muito independentes e não conhecemos várias pessoas da área musical."

"Há algumas bandas que gosto e ouço muito, mas nem tento acompanhar o que há de novo. Prefiro ler livros, fazer caminhadas na floresta e coisas assim", acrescenta.

Entre as bandas que conhece e gosta Jean-Luc não inclui nem mesmo a dupla 2 Many DJs, naturais da Bélgica assim como o Front 242 e que, por vezes, incluem músicas do Front 242 em seus sets.

"Já ouvi falar deles, mas nunca os escutei. A minha banda favorita é o Kraftwerk, que foi o maior grupo eletrônico de todos os tempos."

Mas atualmente o cantor diz estar escutando coisas que nada têm de eletrônicas, como música folk e o grupo de música tradicional francesa Les Fabulous Troubadours.

O cantor não se interessa nem mesmo pela redescoberta do Front 242 nas pistas de dança atuais.

"Quando você faz música, a primeira, a segunda e a terceira vez que escuta uma canção sua no rádio é agradável, mas na quarta, já fica chato. Quando você já trabalhou por horas e dias em música. Não quer mais saber dela", afirma.

Rótulo
Quando surgiu na década de 80, o Front 242 era identificado como um grupo industrial ¿ termo genérico usado para identificar bandas que usam recursos eletrônicos para reproduzir sons maquinais.

Entre os expoentes do estilo eram apontados artistas cuja música nem tinha assim tantas semelhanças, como Nitzer Ebb, Depeche Mode e Enstürzende Neubauten.

Para Jean-Luc de Meyer o termo é impreciso. "É muito difícil categorizar uma banda apenas através de um rótulo, sem ser limitante."

"Nós usávamos o termo 'eletronic body music' (em tradução literal, música corporal eletrônica). Também já fomos chamdos de 'eletronic hard' ou 'eletronic industrial'", conta.

"São apenas termos curtos para tentar definir um grupo. Mas nada disso é verdadeiramente relevante", conclui o vocalista do Front 242.
 

BBC Brasil

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