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 O terceiro disco de Maria Rita, Samba Meu chega às lojas nesta sexta-feira |
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A cantora Maria Rita lança nesta sexta-feira seu terceiro disco, que traz apenas sambas de diversos compositores. Em entrevista realizada por uma videoconferência na Internet, Maria Rita fala sobre o CD Samba Meu, sua ligação com a música e rejeita o título de "fenômeno" da MPB.
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"Fenômeno é o Ronaldinho. Não embarco nessa para não perder os pés no chão. Faço meu trabalho, canto minha música e o resto é conseqüência", disse a cantor, que estreou na carreira artística em 2003, com o disco Maria Rita.
Em Samba Meu, ela volta a encontrar o samba, gênero com o qual flertou nos primeiros trabalhos. Grande culpa disso foi do produtor do álbum, o sambista Leandro Sapucahy. "Eu entrei com a base, piano, baixo e bateria, e ele trouxe os elementos tradicionais do samba".
O disco tem seis composições de Arlindo Cruz, e participação da Velha Guarda da Mangueira. "Foi muito emocionante gravar com eles, fico até arrepiada de lembrar".
Quem também faz uma ponta no disco é seu filho Antônio, 3, que fala na faixa Cria. "Foi uma surpresa do Leandro. Meu filho e o filho do Tom Capone, produtor do primeiro disco estava brincando no estúdio e ele gravou. Na hora de gravar veio lágrima nos olhos. Mas eu não gosto de expor meu filho. Não mostro ele mesmo. Quando ele crescer e tiver idade pra decidir, se ele quiser me acompanhar aí a gente conversa", afirma Maria Rita.
Saudosista
Maria Rita diz que se envolveu com o samba quando morava for a do Brasil. "Quando eu era pequena ouvia algumas coisas, como Fundo de quintal. Mas quando morei nos EUA, ouvia para matar a saudade mesmo, era puro saudosismo. Ouvia uma compilação de sambas do Chico Buarque, Discos do Gilberto Gil, aí comecei a gostar", conta a cantora.
Ela diz que "não tem cacife" para definir o samba hoje em dia, mas diz que "o samba está vivo, mais forte do que nunca", e conta que quer influenciar os jovens a escutarem música brasileira.
Obrigatórios
Maria Rita conta que acompanha novos artistas, como Céu, Vanessa da Mata e Fabiana Cozza, e também novos projetos de artistas consagrados. "O disco Cê, do Caetano Veloso, por exemplo, no qual ele coloca dois moleques no palco com ele. Preciso ouvir isso. Tudo o que ele faz, o que Marisa Monte faz, por exemplo, é obrigatório", afirma.
Marisa Monte lançou recentemente o disco Universo ao Meu Redor, que segundo Maria Rita, foi mais desencorajador do que propriamente um incentivo. "Deu um pouco de medo de gravar depois daquele disco. Marisa Monte é um espelho, conquistou diversas coisas na carreira, coisas que eu busco na minha, claro que adaptada à minha realidade e aos meus princípios".
Quando um jornalista lembrou que, coincidentemente, o terceiro disco de sua mãe, a cantora Elis Regina, também foi gravado com sambas, Maria Rita desconversou. "Ih, já vem alguém achar que eu estou na cola da pobre da mulher de novo", brincou a cantora, que ainda não acertou as datas da turnê de lançamento.
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