| Gabriela Andrade/Photo Rio News |
 Caetano Veloso lança CD e DVD Multishow ao Vivo - Cê no Rio de Janeiro |
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O cantor e compositor Caetano Veloso disse nessa terça-feira, durante o lançamento de seu CD e DVD Multishow Ao Vivo - Cê, no Rio de Janeiro, que ninguém mais o agüenta opinando sobre tudo
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"Vocês têm razão, ninguém agüenta mais ouvir Caetano Veloso falando de tudo", dizia o cantor em vídeo exibido pouco antes de ele falar do novo trabalho.
De fato, há quem não suporte mais as opiniões do cantor sobre tudo. O cantor Fagner, por exemplo, durante entrevista à rádio Tupi, no Rio, disse o seguinte: "Eu não quero é ficar ridículo como o Caetano Veloso. Ele quer ser eternamente jovem."
Apesar das críticas e da auto-crítica, durante a entrevista, o cantor baiano não se poupou a dar opiniões sobre o política e religião.
O cantor comemorou o fato de a Justiça ter condenado a Igreja Universal do Reino a devolver R$ 2 mil ao motorista Luciano Rodrigo Spadacio, um fiel convencido a entregar o que tinha à instituição, com a promessa de que sua situação financeira melhoraria.
"Eles asseguraram que o cara ia ficar rico e prosperar. Ele não ficou e processou a Igreja. 'Chega de falsas promessas' é a nossa mensagem", ironizou.
Disse, também que aprova a cassação do presidente do Senado, Renan Calheiros.
Do novo disco, fez questão de comentar a única música inédita: Amor Mais que Discreto, que Caetano afirmou ser uma canção gay.
"Amor Mais que Discreto, ninguém nota que é gay. Até agora, não senti nenhum preconceito. 'Gay' é uma palavra americana que quer dizer 'alegre'. Mas, hoje, ninguém mais pode dizer que uma coisa é gay, porque um grupo neonazista skinhead pode aparecer. Não sei se é certo a pessoa ser gay, só sei que é uma possibilidade."
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