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A carreira de Luciano Pavarotti foi uma das mais longas entre aquelas de cantores líricos, vivida através de inovações freqüentemente discutidas e na divisão entre críticos ferozes e apaixonados leais. Uma carreira iniciada em Modena, na Itália, onde nasceu em 12 de outubro de 1935.
» Morre o tenor Luciano Pavarotti
O ano da reviravolta foi em 1961, quando o jovem de 26 anos venceu o Concurso Internacional de Reggio Emilia, onde estreou como Rodolfo na famosa "La Boheme". Sua voz de tenor o levou em poucos anos aos grandes teatros do mundo, como a Ópera de Amsterdã, o Staatsoper de Viena, o Covent Garden de Londres (onde com Joan Sutherland e Richard Bonynge nasceu uma colaboração afortunada), o Liceu de Barcelona e o Festival de Glyndebourne.
Em 1965, a estréia no Scala em "La Boheme' com Mirella Freni e Karajan foi um triunfo. E em 1967, com a mesma obra (que vai de Luisa Miller a Rigoletto, do Trovatore al Ballo in Maschera, de Gioconda ao Elisir d'Amore, de Aida a Lucia de Lammermoor, de Turandot a Idomeneo, de Ernani a Otello e aos Pagliacci), enfrenta com idêntico sucesso o Metropolitan de Nova York.
O estrelato da lírica já envolvia o tenor de Modena que, em 1982, foi protagonista de um filme avaliado em US$ 18 milhões (Yes, Giorgio). O Scala o vaiou em 1983 em Lucia de Lammermoor, e em Salisburgo, por Idomeneo, a imprensa o criticou por não ter adaptado papéis de Mozart.
É na metade dos anos 1980 que novos horizontes se abriram para Pavarotti. Ele, que ganhou disco de platina depois de dois de ouro, cantou 44 gatos pelos 30 anos do Zecchino de Ouro. Depois, estreou na direção, em Veneza, com La Favorita, de Donizetti.
A grande festa da Itália para a Copa do Mundo de Futebol de 1990 viu o nascimento do fenômeno Três Tenores, que se transformou num recorde de vendas de discos. Em Caracalla, com Plácido Domingos e José Carreras, cantou temas célebres, mas também Cielito Lindo, La Vie en Rose e Ó Sole Mio. A platéia era de um milhão de espectadores.
No teatro, ele voltou a Reggio Emilia para festejar os 30 anos de sua estréia, e a Nova York pelo Rigoletto, onde desafinou na interpretação de La Donna è Mobile e não foi perdoado.
Depois, tudo de alternou entre grandes sucessos no exterior e fortuna. Dedicou-se à formação de jovens intérpretes, e como parceiros escolheu músicos e cantores de blues e rock, gravou Miserere com Zucchero, cantou para crianças doentes em Cardiff à convite de sua amiga, a princesa Diana, e em 1994 dedicou o Requiem de Verdi aos mortos de um atentado mafioso em Florença.
Ele intensificou o esforço humanitário a favor dos doentes e dos mais fracos no Pavarotti e Amigos, com Elton John, Liza Minnelli, Eric Clapton, Ligabue e os Litfiba. Ele também teve contato com Michael Jackson. Primeiro, o pop star assistiu a seu concerto, depois, o grande Luciano retribuiu a cortesia. Dirigiu um dos júris do Festival de San Remo.
Nos últimos anos, Luciano havia encontrado novo amor e se tornado pai novamente. Sua saúde cada vez mais o vinha impedido de honrar seus compromissos artísticos. Em 2004, ele partiu para Tóquio, no Japão, para sua "turnê de despedida".
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