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 O cantor Marilyn Manson expõe seus quadros em exposição chamada As Flores do Mal |
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O cantor Marilyn Manson acaba de lançar no Brasil seu novo álbum, Eat me, Drink me, um disco que, segundo o cantor, foi inspirado em parte em sua separação de Dita Von Teese.
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Ao mesmo tempo, ele inaugura uma exposição de pinturas suas, nessa quarta-feira, em Colônia, na Alemanha, chamada As Flores do Mal, esse último título aparentemente copiado da obra do poeta Charles Baudelaire, cujas poesias falam sobre expulsão do paraíso, amor, erotismo, decadência, morte, tempo, exílio e tédio.
Pode parecer estranho que um cantor que já se autodenominou de "Anticristo Superstar" apareça depois de quatro anos, desde seu último disco, com um outro que, em última instância, seja inspirado na tão humana dor-de-cotovelo.
Mesmo assim, o cantor não deixa de lado a imagem grotesca, tanto na pintura quanto na música, e continua a misturar sua imagem às de símbolos do cristianismo. Em entrevista ao cineasta Alejandro Jodorowski, reproduzida pelo jornal italiano La Repubblica, nessa segunda, Manson chama seu novo trabalho musical de "declaração de amor à humanidade", pois como sugere o título (Coma-me, Beba-me) faz alusão à eucaristia, rito católico em que os fiéis se alimentam do corpo e do sangue de Cristo. Ou seja, o cantor se oferece em sacrifício ao público.
Eat me, Drink me, no entanto, parece mais um disco de "fossa heavy metal" do que qualquer outra coisa, com letras como a de Just a Car Crash Away (amor é fogo, que queima tudo o que vê) ou de They Say Hell's Not Hot (eu me mato aos pouquinhos a cada relacionamento; não é amor, só mais um funeral).
É gótico, desiludido, mas fala mesmo é de amor não-correspondido. Estaria ele sofrendo influência dos emos? Boatos na Internet diziam que o cantor chegou a pensar em suicídio, após sua separação, mas, ao contrário, a "fossa" serviu para que ele se trancasse em sua casa em Los Angeles com Tim Skold, guitarrista da banda alemã KMFDM, e fizesse um disco recheado de ressentimento, inclusive contra os emos.
Em show na Espanha, no começo desse mês, em que o cantor apresentou pela primeira vez o novo repertório, disse que a música Mutilation Is the Most Sincere Form of Flattery (Mutilação é a Melhor Forma de Elogio) foi inspirada em Gerard Way, vocalista do My Chemical Romance.
A declaração deu início a uma troca de alfinetadas entre os dois. Manson disse que o My Chemical romance era "uma versão triste e vazia" de tudo que ele já havia feito. O vocalista da banda emo, que usa o mesmo tipo de maquiagem do "Anticristo Superstar", respondeu que "se o Elvis Costello falasse mal de nós pensaríamos um bocado nisso, mas normalmente são comentários de pessoas com um novo disco para promover".
Em breve os brasileiros poderão avaliar por si próprios o novo trabalho do cantor, que, por enquanto, deve se apresentar na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro (25/09), e na Via Funchal, em São Paulo (26/09).
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