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 Alice Cooper cantou o hit Poison, durante bis de seu show em São Paulo |
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O legal de ir a shows de rock (principalmente àqueles de artistas que você não conhece) e ouvir as impressões dos fãs de décadas. Nessa terça-feira, no Credicard Hall, em São Paulo, onde o roqueiro Alice Cooper se apresentou, era possível ouvir frases como a de um fã, que o comparou a Marilyn Manson, ou melhor, o contrário...
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"Ele foi o Marilyn Manson da minha geração", disse um dos inúmeros rapazes cabeludos, trajando camisetas pretas, que não quis se identificar.
Há uma ressalva à afirmação do fã. Se Cooper foi o Marilyn Manson de alguém, foi de várias gerações, todas representadas na animada platéia que pulou, dançou, cantou e fez sinal de heavy metal com as mãos, quase com o mesmo vigor do também quase sexagenário roqueiro.
Pelo menos com o vigor permissível em um casa de shows como o Credicard Hall, em que os seguranças próximos às cadeiras ficavam o tempo todo passando em frente aos espectadores sentados (sim, por entre as fileiras), tentando, a qualquer custo, reprimir movimentos corporais mais amplos, afinal, sabe como são esses metaleiros...
Alheio a tudo isso, Alice Cooper unia todas as gerações presentes (casais de 20, 30, 40 e até de 50 anos) com o sucesso 18, dizia que, apesar de metaleiro, também tinha coração, ao cantar Muscle of Love, e, ao final, pedia para ser eleito, em Elected. E lá ia ele: de um lado para o outro do palco. Trocava de roupa, vestia camisa de força, era enforcado por carrascos encapuzados, esfaqueava um bebê e colocava até uma bailarina durante a execução de Only Women Bleed.
Não dá para imaginar um show de heavy metal com bailarina? Então você não sabe nada de Alice Cooper...
Mas, com teatralidade e tudo, não era só Cooper que brilhava. Eric Singer, ex-baterista do Kiss, aparecia em destaque, no centro do palco, acima de todos, fazendo tremer as paredes.
Nuno Moreira, 32 anos, estava com a mulher, Carolina, que não gosta muito de heavy metal, mas que resolveu dar um presente de Dia dos Namorados ao carioca que vive em São Paulo. Foi ele quem primeiro apontou o excelente desempenho do baterista.
Indagado sobre quantas músicas do repertório conhecia, respondeu que "umas 12". "O melhor dele são as músicas dos anos setenta e oitenta. Não adianta, todo grande artista, hoje em dia, tem de viver dos grandes sucessos. Além de haver uma falta de criatividade geral, o rock mudou. Hoje em dia tem umas bandas, como aquele Evanescence, com aquela mulher deseperada. E esses emos, que eu acho uma chatice... Nem parece rock 'n roll..."
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