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Música
Quarta, 30 de maio de 2007, 13h18  Atualizada às 17h11
"Não sei se terei outra música como 'Ai ai ai'", diz Vanessa da Mata
 
Thiago Kaczuroski
 
Reprodução
A cantora Vanessa da Mata lança seu terceiro disco, com música em parceria com Ben Harper
A cantora Vanessa da Mata lança seu terceiro disco, com música em parceria com Ben Harper
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A cantora Vanessa da Mata, 31 anos, lança nesta semana o terceiro disco da carreira, Sim. Depois do sucesso de Ai ai ai, faixa de seu segundo disco (Essa Boneca tem Manual), Vanessa volta com um trabalho que mistura reggae e MPB, sempre com seu vocal delicado e letras compostas pela própria cantora.

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Em entrevista ao Terra, a cantora diz que não sabe se fará outro grande sucesso e conta por que foi a primeira artista a lançar o CD Zero, alternativa aos discos piratas.

Quanto tempo esse novo disco, Sim, demorou para ser feito?
Foram dois meses e meio de trabalho muito gostoso. Todo mundo mais ou mesmo da mesma geração trabalhando junto, somando idéias. Mesmo o João Donato, que participa do disco, ainda é um jovem de espírito e em sua música.

O disco tem participações internacionais de Ben Harper e Sly & Robbie. Como aconteceram essas parcerias?
Com o Ben Harper foi por intermédio do Mario Caldato (um dos produtores do disco), que já havia trabalhado com ele. Então ele gravou a parte dele nos EUA, e eu gravei aqui. Com o Sly & Robbie (percursionistas fundadores do grupo de reggae Black Uhuru) foi um momento interessante da minha carreira. Com 19 anos eu fiz backing vocals para o Black Uhuru. Me chamaram para me mudar para a Jamaica, mas acabei não indo. Agora a gente foi pra lá gravar seis faixas, que fecharam esse ciclo para mim.

O disco também tem produção de Kassim, que já trabalhou com Los Hermanos, Caetano Veloso etc. Como ele influenciou no som do álbum?
Ele ajudou muito na parte da criação das músicas. Enquanto o Caldato é mais técnico, o Kassim toca vários instrumentos, dá palpites nas partes das canções, e ele me ajudou com acordes que eu não conhecia. Então foi muito legal trabalhar com ele.

Como você costuma compor?
Geralmente é gravando as melodias que vêm à minha cabeça, cantando mesmo. Desta vez fiz diferente, peguei o violão e a guitarra e fui brincando, tentando construir algumas coisas. As que eu não tinha técnica, o Kassim deu uma força (risos).

Uma das músicas, Você Vai me Destruir, composta em parceria com Fernando Catatau, da banda Cidadão Instgado, destoa um pouco do resto do disco. A idéia era essa mesmo, como ela surgiu?
Isso foi idéia dele. Eu queria algo mais rock ¿n roll, mas ele veio com a idéia de fazer algo mais 'disco'. Eu fiquei meio assim, mas quando vi todo mundo tocando super empolgado no estúdio, disse pra ele: 'A gente fez um hit gay! Adorei!', e gravamos deste jeito.

Você é a primeira artista a lançar o CD Zero, disco promocional, com cinco faixas e preço sugerido de R$ 9,99. Como surgiu essa idéia?
Os executivos da Sony/BMG me procuraram e lançaram a idéia. Eu já havia pedido pra reduzir o preço do meu disco nas lojas. O outro saiu por mais de R$ 30. Então quando vieram com a proposta aceitei na hora, porque é uma boa opção para a pessoa conhecer a minha música sem doer tanto no bolso. E se depois, ela gostar e queiser comprar o disco cheio, com os encartes e tudo mais, melhor ainda.

Você não quis colocar nenhuma música inédita nesse disco de cinco faixas?
Não acho justo. Por daí quem comprou o CD cheio ia ter que comprar só por causa daquela faixa, e essa não é a idéia.

O que significou o hit Ai ai ai na sua carreira?
Essa música me deu a possibilidade de fazer shows em lugares que eu nunca imaginava. É difícil prever, mas não sei se vou fazer algum outro sucesso deste tamanho. No fim do ano toquei para 800 mil pessoas em Cabo Frio, não dava para ver o fim da platéia. Mas outras músicas também tocaram bastante, e fizeram sucesso, como Nossa Canção, Não me deixe só e Ainda bem, mas Ai ai ai com certeza foi o maior.

Quais os planos para o lançamento do disco?
Boa Sorte/Good Luck já está nas rádios e vai virar clipe. Até agosto, estou experimentando o show fora do país, como em Nova York, no festival de cinema brasileiro e em Portugal. Em agosto volto para lançar em São Paulo, nos dias 31, 1º e 2 de setembro no Citibank Hall.
 

Redação Terra
 
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