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 O grupo Lambchop |
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Tido como um dos grandes destaques da atual cena musical norte-americana, o Lambchop aporta no Rio de Janeiro no fim de outubro para se apresentar no TIM Festival, dia 30, ao lado dos cariocas do Los Hermanos e do músico alagoano Wado no palco TIM Lab. Com sete discos na carreira, três deles editados no Brasil pela gravadora Trama, o Lambchop chega ao país no mesmo momento que seu álbum mais elogiado pela crítica, Nixon, chega às lojas brasileiras.
Jonatham Marx, trompetista, jornalista e porta voz do grupo, diz que a banda está ansiosa para as apresentações no país. "Estamos excitadíssimos com a possibilidade de conhecer o Brasil. Fora a tradição musical, nem sei ao certo o que vamos encontrar. Não vejo a hora". O músico revela que pretende assistir aos shows de Nação Zumbi, Coldcut, Peaches e Public Enemy.
Diferente da maioria dos estrangeiros que recorrem aos clássicos óbvios, o trompetista é um grande conhecedor da música brasileira. "Ouço evidentemente os brasileiros que fizeram fama nos anos 60 e 70, como Tom Jobim e João Gilberto, mas me interesso bastante pelos novos compositores daí. Meus prediletos são Otto, Lenine e Los Hermanos", diz Jonatham, que quando não está em turnê com a banda, trabalha na redação do jornal semanal Nashville Scene, como editor.
O Lambchop foi formado no início da década de 90 em Nashville. A idéia inicial era reunir amigos que tinham interesses musicais comuns. Nos encontros despretensiosos no porão da casa do principal compositor, o guitarrista e vocalista Kurt Wagner, um híbrido de soul music e orquestrações locais a lá Chet Atkins começou a tomar forma.
A formação do grupo é numerosa para os padrões pop. "Oscila entre dez e 14 pessoas", avisa Marx. No entanto, a quantidade de integrantes não é um problema.
"Nos entendemos bem. É claro que há uma ou outra discussão. Culpa de determinado arranjo ou solo, mas, na maioria das vezes, é tudo muito tranqüilo. O Kurt (Wagner ¿ líder do grupo) é talentoso e faz bem as suas lições de casa", diverte-se.
Por conta das referências e região de origem, o Lambchop é colocado no balaio do alt-country, termo genérico que abarca o rock alternativo e a música country e é associado a grupos como Wilco, Uncle Tupelo e Jayhawks.
"Não sou bom para definir meu próprio trabalho. Mas sei que o alt-country não se aplica a ele. O termo é bastante específico de uma cena. O Lambchop é outra coisa", conta, lembrando que até mesmo a música eletrônica faz parte de suas preferências. "Já imaginou um DJ remixando alt-country?"
Aproveitando a passagem do grupo pelo país, a Trama edita o álbum Nixon, de 2000. São dez faixas, onde a voz de falsete de Kurt Wagner dá o tom e assume alguns personagens inusitados como em You masculine you.Segundo o próprio compositor, na canção ele canta como uma "menininha".
Nixon foi responsável pela apresentação do Lambchop ao grande público. O álbum freqüentou listas de melhores do ano de diversas publicações ao redor do mundo, rendendo muitos elogios ao grupo.
Antes de Nixon, já haviam sido lançados no Brasil a coletânea de faixas raras Tools In The Dryer (2001) e o álbum mais recente do grupo, Is a Woman (2002).
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