| Marcelo Pereira/Terra |
 O vocalista Dinho Ouro Preto |
|
|
 |
Busca |
|
Busque outras notícias no Terra:
|
 |
|
Dinho Ouro Preto compara o Capital Inicial ao Aerosmith, do beiçudo Steven Tyler. Com CD novo na praça, Eu Nunca Disse Adeus, o 13º da carreira - que ganhou fôlego em 1998, quando a banda retomou atividades, iniciadas nos anos 80 -, os veteranos seguem firmes no rock.
» Capital Inicial lança CD e se orgulha de "sonoridade própria"
» Veja foto do Capital!
» Vejas mais fotos! 
» Leia mais notícias de O Dia
"Somos os mesmos, mas o público mudou. Nossos princípios são poucos acordes e letras diretas. Nada cabeça. Guardadas as proporções, somos como o Aerosmith, que se deu mal nos anos 80, mas se recuperou e está aí", diz Dinho.
O cantor assina todas as composições do novo CD com Alvin L - destaque para A Vida é Minha e Má Companhia - e diz que poucos artistas da sua geração se mantiveram sem mudanças drásticas.
"No Brasil as pessoas envelhecem e abandonam o rock, acham pueril. Não vejo razão para me tornar romântico ou adulto. Ainda ouço o que ouvia quando tinha 15 anos (AC/DC e Queen), mas gosto de Arctic Monkeys e Franz Ferdinand", diz o cantor, 42 anos.
"Passei 20 anos tendo ataque de pânico e ansiedade. Deve ser por isso que a gente se entupiu tanto de drogas", assume. Hoje, Dinho diz saber o que representa. "Quem tem frescura são os novatos. Os veteranos são acessíveis', garante.
E manda recado: "as bandas hoje são monotemáticas. Nessa onda emo todos são iguais, nas músicas e letras. Até o CPM 22, que é a melhor de todas, tem um prazo de validade e vai ter que mudar em algum momento."
|