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 Bob, vocalista da banda Rastaclone |
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O quarteto Rastaclone é a prova brasileira de que a Internet pode ser solução para grupos independentes. Divulgando seu trabalho virtualmente, os roqueiros conseguiram entrar na programação de uma rádio de Lisboa e conquistaram fãs até no Japão.
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"A gente batalha muito. Somos do Espírito Santos, mas estamos morando em São Paulo faz três meses. Acho que a Internet ajuda muito", diz o vocalista Bob.
Além de estimularem a troca de arquivos em MP3 entre seus fãs, os músicos cadastraram seus sons em vários sites - como YouTube.
"Uma pessoa da rádio Ultra FM, de Lisboa, nos ligou. Disse que somos a única banda brasileira que está tocando na programação normal deles", comemora Bob, que já faz contatos com empresários na tentativa de viabilizar shows em Portugal.
Curiosamente, no Brasil os trabalhos andam com dificuldade maior. O Rastaclone, que mistura influências do reggae, de Charlie Brown Jr. e do Rappa, começa agora a divulgar seu segundo álbum - que teve produção de Rick Bonadio e Rodrigo Castanho. Detalhe: o CD está pronto desde agosto do ano passado.
"Tivemos de pagar tudo, gastamos mais de R$ 60 mil com o álbum. Não foi fácil. Mas acreditamos muito e queremos conquistar nosso espaço", fala Bob.
Para tanto, ele fala (canta) uma linguagem que pode cativar fãs de Chorão e companhia. Mas que também gera críticas pela falta de uma "cara própria". "Não nos preocupados com isso. O Creed foi massacrado por soar parecido com o Pearl Jam e já vendeu milhões de discos", justifica o vocalista.
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