| Marcelo Pereira/Terra |
 O Capital Inicial, de Dinho Ouro Preto, lança o 13º disco |
|
|
 |
Busca |
|
Busque outras notícias no Terra:
|
 |
|
Em meio a uma avalanche de novas bandas roqueiras, os quarentões do Capital Inicial lançam, nesta quinta-feira, o disco Eu Nunca Disse Adeus, 13º da carreira. O título sugestivo do trabalho pode ser uma resposta a quem acha que o rock tem idade. "Conseguimos uma sonoridade própria. Você ouve uma música nossa e sabe que é o Capital Inicial, e que não se parece com nenhuma banda brasileira ou de fora", diz o cantor Dinho Ouro Preto.
» Veja foto ampliada!
» Vejas mais fotos! 
»Confira mais de 600 mil letras de música
»Aprenda a tocar os hits do seu ídolo
Dinho, os irmãos Fê e Flávio Lemos e o guitarrista Yves Passarel apostam na simplicidade para atrair cada vez mais o público jovem, sem deixar de atingir a geração que cresceu ouvindo suas músicas. "Infelizmente o rock no Brasil ainda é visto como uma coisa pueril, adolescente. Lá fora você vê um show do Kiss, do Aerosmith, e têm duas, três gerações curtindo juntas", afirma Dinho.
Para a banda, o segredo para manter a carreira na ativa é não parar de compor. "Tenho a mesma faixa de idade do Eddie Vedder (Pearl Jam), ou do Anthony Kiedis (Red Hot Chili Peppers). A prova está aí", completa o vocalista, que afirma que suas composições atingem mais a camada adolescente, mas tratam de temas universais.
"A angústia, a auto-afirmação, isso diz respeito a todo mundo. Talvez o jeito com que eu escrevo, mais direto ao ponto, toque mais a molecada, mas falo sobre coisas que atingem a todos nós."
Disco
O CD novo foi gravado primeiro no computador de Dinho, antes da banda entrar em estúdio. O guitarrista Yves Passarel conta que algumas partes ficaram "tão bacanas" que a gravação com o equipamento profissional foi uma tentativa de "reproduzir o som das sessões caseiras". Dinho afirma que no próximo disco a banda vai utilizar mais os recursos eletrônicos para chegar ao estúdio "sabendo realmente o que quer".
Eu Nunca Disse Adeus traz 13 músicas inéditas, destaques para A Vida é Minha, 18, dedicada ao sobrinho do vocalista, que sonhava em ter uma banda, e a balada Um Homem Só, que encerra o álbum.
Altos e baixos
Depois do grande sucesso do disco Acústico MTV, de 2000, a carreira da banda se estabilizou. Sem a mesma exposição na mídia, é verdade, mas os integrantes dizem não estar preocupados. "Temos uma carreira sólida. Ontem tocamos para dez mil pessoas. Fazemos shows para 20, 30 mil. É claro que é importante tocar no rádio, mas já somos 'clássicos' do rock nacional, as pessoas cantam as músicas, conhecem e vão aos shows", conta o vocalista.
Os shows da banda, antes simples e diretos, ganharam fogo, telões e uma estrutura gigantesca. "Quero fazer rock de arena", diz Ouro Preto. "A cada turnê a gente inova, porque queremos que o cara que está lá no fundo da platéia também tenha aquela experiência do espetáculo", completa o baterista Fê Lemos.
O Capital Inicial começa a turnê do novo disco em abril. E o interior de São Paulo é uma parada certa. "No começo dos anos 80, era uma cena diferente, hoje em dia a gente consegue competir com os grandes shows dos cantores sertanejos, com toda aquela parafernália", diz o baixista Flávio Lemos.
|