| Reinaldo Marques/Redação Terra |
 Roger Glover e Ian Gillan durante o show em São Paulo |
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Mais de 30 mil pessoas foram ao estádio do Pacaembu para conferir a performance do Deep Purple em São Paulo na noite de sábado, 20. A apresentação da banda inglesa foi cheia de surpresas e presentes para o público brasileiro. Tocando trechos de canções inusitadas como Sweet Child O´ Mine do Guns n´ Roses e Aquarela do Brasil de Ary Barroso, o grupo não teve vergonha de demonstrar a felicidade de voltar ao Brasil.
Vídeos dos shows do Kaiser Music em SP
Veja as fotos do show do Deep Purple
Veja as fotos do show do Sepultura
Veja as fotos do show do Hellacopters
O festival, que fez parte do Kaiser Music 2003, começou com a apresentação da banda sueca The Hellacopters. Num legítimo show de abertura, o grupo tocou por pouco mais de 45 minutos e consguiu empolgar o público com músicas como Toys And Flavors e Hopeless Case of A Kid In Denial, ambas do álbum High Visibility. Um cover de Search And Destroy dos Stooges levantou o público, que em sua maioria não conhecia grande coisa do Hellacopters.
Na seqüência vieram os brasileiros do Sepultura. A empatia da maior banda de metal do Brasil com seu público ficou explícita quando os fãs resolveram invadir a área vip localizada bem à frente do palco, e reservada para convidados dos patrocinadores. Com a massa mais próxima, o Sepultura assustou ouvidos desprevenidos com os riffs avassaladores de Andreas Kisser e a voz gutural de Derrick Green.
Mesmo aproveitando o grande show para divulgar o novo álbum Roorback, ainda inédito no Brasil, a banda coseguiu agradar em cheio aos antigos fãs com clássicos como Inner Self e Troops Of Doom. Outras pérolas como Arise, Deperate Cry e Territory também foram bem recebidas. A chuva de cadeiras parou quando o Sepultura se despediu aos últimos acordes de Roots Bloody Roots.
A demora para a montagem do palco do Deep Purple começava a incomodar quando as luzes foram apagadas e surgiu Ian Gillan. As primeiras notas de Highway Star foram o suficiente para que todos começasem a agitar braços, pernas e cabeleiras. O show correu quase sem suspresas até um solo de teclados que tocou trechos de Beethoven e finalizou com o tema do filme Guerra nas Estrelas. Em seguida a introdução de Perfect Strangers domou o público.
Tentando se recuperar da pancada, a platéia teve que engolir em seguida um dos maiores clássicos de todos os tempos. Dona de um dos riffs mais executados em todo o mundo, Smoke On The Water juntou as vozes das 33 mil pessoas presentes. Mas o público não deveria parecer extasiado o suficiente para Gillan, Paice e Glover (os três remanescentes da formação original). Tanto que no bis o Deep Purple se despediu com Hush e Black Night, com direito a coro dos fãs para acompanhar a guitarra de Steve Morse.
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