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Música
Quarta, 7 de março de 2007, 09h32 
Livro narra histórias e brigas de Tim Maia
 
Ana Lúcia do Vale
 
Divulgação
O músico Tim Maia
O músico Tim Maia
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Uma história do além que acrescenta mais uma notinha musical à lenda de Tim Maia: o cantor Fábio garante que foi o próprio Tim - morto em 1998 -, através de aparição em sonho, quem lhe deu a idéia de contar o que viveram juntos em um livro. Sucesso nos anos 70 e voz das vinhetas de rádio dos times cariocas, com eco final, como fazia na música Stella, Fábio lança Até Parece Que Foi Sonho - Meus 30 anos de Amizade e Trabalho com Tim Maia (Matrix Editora, R$ 23).

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"Um amigo sonhou com uma mensagem do Tim para mim, em que dizia: 'Escreve minhas histórias, você foi o meu melhor amigo'. Mas ele aparece sempre pra mim. Ora sério, ora rindo", conta Fábio, nome artístico do paraguaio Juan Senon Rolón, 61 anos, no Brasil há 40, e morando na Bahia há 15.

Fábio conheceu Tim quando sua carreira estava em ascensão e a do tijucano não tinha estourado. "Primeiro, eu o chamava para abrir shows. Depois, ele era 'o cara' e eu, quebrado. Ele me dava grana e não se conformou quando caí no ostracismo", acredita. Juntos, faziam dueto em Até Parece Que Foi sonho (nome do livro). "Ele era perfeccionista. Tinha ouvido absoluto."

Fábio não se acha oportunista, apesar de seu livro sair antes do de Nelson Motta, a quem deu depoimento para a biografia do cantor, O Rei da Folia - O Som e a Fúria de Tim Maia, que sai no fim do ano. Mas não sabe o que Carmelo Maia, filho e detentor dos direitos sobre a obra do cantor, vai achar. Quando Tim morreu em 1998, testemunhou a favor de Adriana da Silva, que pleiteava parte da herança dizendo-se mais do que ex-secretária. "Fui politicamente incorreto. Entrei numa furada" arrepende-se Fábio. "Mas conto a minha história no livro. Só que convivi mais com o Tim do que com a minha família", justifica.

Está lá no livro o rancor de Tim por Roberto Carlos, com quem dividiu o grupo Sputniks na adolescência. "Ele amava o Roberto, mas o achava ingrato porque ele não o levava ao programa Jovem Guarda. Dizia: 'o cara não me liga'", relembra Fábio, contando a vez em que Tim foi tomar satisfação na frente da casa do Rei. "Ele tomou um pileque e foi. Gritou tanto que uma vizinha chamou a patrulhinha", ri.

Conta também como Tim se auto-intitulou síndico, feliz com o apartamento novo na Barra, apelido consagrado na música de Jorge Ben Jor. Ou quando Tim ligou para um delegado e pediu que fossem prendê-lo, dizendo: "Aqui eu tenho de tudo, maconha, coca, haxixe, e mais alguma coisa que o senhor deseje¿. Quando a polícia chegou, Tim estava nu no chão e embriagado. Com 120 kg, ficou por lá mesmo.

Tendo vivido no ritmo de Tim, Fábio "nasceu de novo" há dois anos. "A Bahia tem 365 igrejas e um monte de mães de santo. Não uso mais nada. Me curei", diz ele que compôs, para novo CD, homenagem a Tim: Meu Jovem Amigo. "É ele que está me dando luz", acredita.

Brigas
Até Parece Que Foi Sonho traz histórias inusitadas que reforçam a fama do criador de casos. Um dia, Tim implicou com João Gilberto porque ele não o atendeu ao telefone. "João, você é um chato!". E recebeu de volta: "E você Tim, é um desafinado."

Mas tinha seus queridos, como Chacrinha, a mãe de Gal Costa e Chico Anysio. "Ele também adorava a Lalinha, uma menina de programa. Mas não era para fazer sexo, era só para conversar, ver TV. O grande problema do Tim era a solidão", conta Fábio, relembrando o apelido por conta do jeito que ficava depois de se drogar. "A gente chamava ele de 'transformer', parecia um leão. As pessoas tinham medo dele". Mas tem também o lado doce do leão, relatado nos choros de Tim debaixo do chuveiro frio para se curar do mal de amor.

Entre os maiores desafetos, Boni, então todo-poderoso na Globo, que proibiu Tim de participar dos programas da emissora por 10 anos, depois que ele deu um de seus memoráveis bolos no Domingão do Faustão. "Era o aniversário do Tim, e ele tinha virado a noite no uísque. Daí, quando ligaram, ele disse: 'Vem aqui você Faustão, porque a festa está aqui em casa'. O Tim ficou 10 anos fora da Globo. Isso quebrou ele. A única que o chamava era a Xuxa, porque tinha moral na Globo", relembra Fábio.
 

O Dia

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