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O mínimo que um paulistano vai gastar para ir de avião até o Rio de Janeiro, ver o grupo The White Stripes, no Tim Festival, será 600 reais.
Herdeiro do Free Jazz, o primeiro Tim Festival começa em 30 de outubro no Rio, colocando jazzistas clássicos ao lado das bandas mais novas e originais do panorama mundial em três noites de festa.
É claro que, para gastar apenas 600 reais, o paulistano terá que se hospedar num hotel de uma só estrela no centro do Rio, perto do Museu de Arte Moderna, que vai sediar o festival. Nesse caso, um apartamento com ventilador pode custar 40 reais por dia, como os hotéis Belas Artes, Itajuba e Maria Alba.
Há também os Albergues da Juventude. No albergue Chave, em Botafogo, a diária custa 30 reais para quem tem a carteirinha de alberguista, mas 50 reais para quem não tem.
Mas se o orçamento for maior, o amante do hip-hop, jazz, rock ou eletrônica poderá se hospedar no famoso Hotel Glória (também próximo do MAM), por 185 reais a diária.
Apesar do custo, o paulistano ainda é quem pode ter mais sorte, já que a ponte aérea São Paulo-Rio custa 498 reais, pelas empresas Gol ou Vasp. Para quem viaja de Brasília, a despesa subirá para 604 reais, de Porto Alegre, 648 reais e de Salvador, 766, pelas mesmas empresas.
Para quem quiser encarar um ônibus, a passagem ida e volta, com saída de São Paulo, custa aproximadamente 82 reais. De Porto Alegre, 350 reais e de Salvador, 320 reais. Quem viajar de Brasília, gasta entre 212 a 320 reais.
Ingressos
A boa notícia é que quem pagar 60 reais para assistir a The White Stripes poderá ver antes da banda, e sem nenhum custo adicional, os grupos Whirlwind Heat, Fellini, Super Furry Animals e The Rapture.
Quem achar o custo muito alto, mesmo assim, poderá se contentar com a idéia de que os interessados em ouvir lendas do jazz como McCoy Tyner, Illinois Jacquet ou Shirley Horn pagarão 80 reais e ouvirão "apenas" dois grupos a mais.
Os fãs da música eletrônica pagam menos. O ingresso para cada uma das noites no palco After Hours, que abrirá sempre depois das 2h da manhã, custará 30 reais. Tocam Erol Alkan (sábado), 2 Many DJs (sexta) e DJ Marlboro (sábado).
Para quem quiser ir ao festival só para ficar curtindo o burburinho, no espaço Village, que cerca todos os palcos, irá desembolsar só 10 reais. No antigo Free Jazz, o espaço era de graça.
Onde Comprar
Os cariocas, que poderão investir seu orçamento inteiro para assistir aos 40 shows - apesar de ser impossível ver todos, já que muitos acontecem na mesma hora, em palcos diferentes - vão poder adquirir suas entradas em sete pontos-de-venda - seis postos de gasolina BR e a loja de música Modern Sound, em Copacabana.
Os que não moram no Rio poderão comprá-los pelo telefone 0300-7893350 ou pelo site www.ticketronics.com.br. São Paulo terá dois postos-de-venda, um na casa de espetáculos Via Funchal e outro no posto BR do aeroporto de Congonhas.
Todos os ingressos estarão à venda a partir de 29 de setembro. Exceto os do Village, a disposição apenas uma semana antes do festival.
Os estudantes, que não vão poder comprar seus ingressos nem pelo telefone nem pela Internet, ganharão desconto de 50 por cento se apresentarem a carteira de estudante no momento da compra e da entrada nos shows.
Os organizadores esperam lotação completa nos concertos. Mas os amantes do jazz terão que se organizar e ser mais rápidos do que os outros, pois o Tim Clube, onde as apresentações de jazz vão acontecer, tem lugar para apenas 600 pessoas.
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