| Warner Music/Divulgação |
 Capa de American Life |
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O mais novo álbum de Madonna, American Life, chegou às lojas no dia 22 de abril e levou vários críticos perguntarem se, depois de 20 anos no centro das atenções do mundo musical, a Material Girl não terá perdido seu tino. Como acontece com todas suas criações, o trabalho mais recente da cantora vem acompanhado de uma boa dose de polêmica que visa alimentar o interesse antes do lançamento do álbum, o primeiro de Madonna em quase três anos. O videoclipe do primeiro single do álbum foi tirado do ar por conter imagens ofensivas de Madonna atirando uma granada de mão contra um sósia de George W. Bush - imagem que Madonna disse que poderia ser mal interpretada, no momento em que os EUA estavam em guerra com o Iraque. Também foi aberta uma exposição de arte de vanguarda no bairro do Soho, em Nova York, contendo imagens de Madonna em uma série de poses espalhafatosas, inclusive uma em que ela está sendo ameaçada por coiotes. E a cantora vem provocando a ira das pessoas que tentam descarregar suas faixas de graça, pela Internet, ao difundir nos sites de compartilhamento de arquivos musicais alguns arquivos falsos, para servir de isca. Quando o ouvinte os abre, a única coisa que ouve é uma mensagem crítica de Madonna, que inclui palavrões. Polêmicas e uma blitz publicitária não constituem novidades a cada vez que Madonna tem um produto novo a vender, mas desta vez os críticos dizem que a música não está à altura da publicidade. "Pela primeira vez numa carreira notável que já dura 20 anos, Madonna derramou seu dom quase místico de se reinventar num buraco negro artístico", escreveu o crítico de música do Philadelphia Inquirer, Tom Moon. "American Life não é apenas a coisa mais vazia que Madonna já fez, como é um desses projetos de grande orçamento que só faz sentido como auto-indulgência de uma megaestrela, um misto nauseante de ritmos, barulhos e lamentos sem sentido sobre sua infância ferida", diz a crítica. Uma delas diz: 'Houve um tempo em que eu tinha mãe. Era bom'." CANSADA E CONFUSA Jim Derogatis, crítico do Chicago Sun-Times, também recebeu mal o trabalho mais recente da cantora. "Em American Life vemos Madonna soando um pouco cansada, repetitiva, esgotada", escreveu Derogatis, acrescentando: "É espantoso, mas, mesmo depois de duas décadas no mercado, ela ainda não aprendeu a cantar." Dizendo que o álbum "é confuso e confunde", o crítico concluiu: "Realmente, Madonna, será que já não passou da hora de você tirar umas boas férias, bem compridas? Parece que você está precisando." Mesmo o The New York Times, que adotou um tom mais sóbrio, escreveu: "Com frequência o álbum se aproxima do psicoblábláblá de compositoras como Jewel." Apesar das críticas, outros admitiram em que o disco fosse deixar as prateleiras voando. "Madonna nunca foi e nunca será vista como cantora e artista séria", disse Thomas O'Neil, autor de um livro sobre os prêmios Grammy e dono do Web site GoldDerby.com. "Ela é a equivalente para a música pop de um vampiro: nunca pode ser morta. Ela simplesmente transcende as críticas negativas e as previsões de que sua carreira chegou ao fim". Em seu dia de estréia, American Life chegou ao terceiro lugar na lista dos álbuns pop mais vendidos da Amazon.com. O primeiro lugar era da sensual cantora Norah Jones, a grande vencedora do último Grammy, e o segundo é de outra mestre na arte de reinventar a ela mesma, Cher. Confira na Rádio Terra: » CDs de Madonna Veja também: » Letras e cifras de músicas de Madonna no Cifra Club
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