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Música
Domingo, 24 de dezembro de 2006, 14h03 
Enterro de Braguinha é remarcado para hoje
 
O Dia
Braguinha morreu aos 99 anos
Braguinha morreu aos 99 anos
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O enterro do compositor Braguinha, 99 anos, foi remarcado para hoje, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, Rio de Janeiro, a partir das 16h. A primeira informação era que o enterro ocorreria ainda hoje. Seu corpo será velado na tarde deste domingo, na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, na praça Floriano.

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Estação Primeira de Mangueira lamenta morte de Braguinha
Confira letras das músicas do compositor Braguinha!
Vídeo: Braguinha canta Yes, nós temos banana

Segundo boletim médico divulgado pela assessoria de imprensa do Hospital Pró-Cardíaco, o músico não resistiu ao quadro avançado de "choque séptico de origem urinária" e morreu às 12h05 deste domingo.

O compositor chegou à emergência do Hospital Pró-Cardíaco na noite deste sábado e foi transferido para o CTI (Centro de Tratamento Intensivo) de manhã.

Braguinha estava em casa quando os médicos do "home care" decidiram levá-lo para a emergência. Ele estava com a taxa de glicose muito alta e não respondeu às iniciativas médicas.

Nascido no Rio de Janeiro em 29 de março de 1907, Braguinha também era conhecido como João de Barro, pseudônimo adotado porque seu pai não queria o nome de família ligado à música popular.

O compositor fez parte da geração "Era de Ouro" do carnaval brasileiro, de 1930 a 1942. Em parceria com o músico Pixinguinha, Braguinha compôs mais de 500 canções, muitas das quais marchinhas carnavalescas. Entre seus sucessos estão Onde o Céu Azul é Mais Azul, Sonhos Azuis (1936, com Alberto Ribeiro), Seu Libório, Fim de semana em Paquetá, A Saudade Mata a Gente, Felicidade, Laura, Balancê, Touradas de Madrid e Pastorinhas.

Mesmo sem ter estudado música e sem saber tocar nenhum instrumento, Braguinha é um dos maiores autores de marcinhas carnavalescas, como Chiquita Bacana, Yes, Nós Temos Bananas, Linda Lourinha e Carinhoso (1937, com Pixinguinha).

Na gravadora continental, ex-Colúmbia, durante muitos anos foi diretor-artístico, contribuindo para a projeção de inúmeros artistas, época em que também lançou, no selo Disquinho, uma coleção de mais de 70 histórias infantis, que adaptava, criava e musicava.

Em 1984, na inauguração do Sambódromo, foi homenageado no desfile da Mangueira, com o enredo Yes, nós temos Braguinha, dando o tíulo à escola verde e rosa. Sua musicografia completa, inclusive com versões e músicas infantis, passa dos 420 títulos, uma das maiores e de mais sucessos de nossa música popular. Seu parceiro mais constante foi Alberto Ribeiro (1902-1971).

Braguinha participou como roteirista e assistente de direção em filmes da Cinédia. Juntamente com Alberto Ribeiro, escreveu composições para a trilha sonora de filmes como Alô, Alô, Brasil e Estudantes, cuja personagem principal foi estrelada por Carmem Miranda.

Em 1938, foi um dos responsáveis pela dublagem brasileira de Branca de Neve e os Sete Anões, da Walt Disney. Também participou das versões brasileiras de Pinóquio (1940), Dumbo (1941) e Bambi (1942), entre outros.

Confira os principais lançamentos do cantor e compositor:

* Pra vancê/Coisas da roça (1929)
* Desengano/Assombração (1929)
* Salada (1929)
* Não quero amor nem carinho (1930)
* Dona Antonha (1930)
* Minha cabrocha/A mulher e a carroça (1930)
* Quebranto (1930)
* Mulata (1931)
* Cor de prata/Nega (1931)
* Tu juraste - eu jurei/Vou à Penha rasgado (1931)
* Samba da boa vontade/Picilone (1931)
* O amor é um bichinho/Lua cheia (1932)
* João de Barro (1972)
* Viva Braguinha (1985)
* João de Barro e Coisas Nossas (1983)
* Yes, nós temos Braguinha (1998)
* João de Barro (Braguinha)­ ¿ Nasce um compositor (1999)
* João de Barro - A música do século, por seus autores e intérpretes (2000)

Veja a seguir as marchinhas de Carnaval do músico:

* Uma andorinha não faz verão (1931)
* Moreninha da praia (1933)
* Linda lourinha (1934)
* Deixa a lua sossegada (1935)
* Linda Mimi (1935)
* Pirata (1936)
* Cadê Mimi (1936)
* Cantores do rádio (1936)
* Balancê (1937)
* Touradas em Madri (1938)
* Pastorinhas (1938)
* Yes, nós temos bananas (1938)
* Pirulito (1939)
* Pirata da perna de pau (1947)
* Anda Luzia (1947)
* A mulata é a tal (1948)
* Tem gato na tuba (1948)
* Chiquita bacana (1949)
* Tem marujo no samba (1949)
* Lancha nova (1950)
* Vai com jeito (1957)
* Corre, corre, lambretinha (1958)
* Garota de Saint-Tropez (1962)
 

Redação Terra
 
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