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 Os roqueiros do Simple Plan |
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Nome de ponta no rock atual, os canadenses do Simple Plan desembarcam no Brasil em janeiro para shows no Rio e em São Paulo. E, além das apresentações, os músicos querem aproveitar a passagem para se "especializar" na culinária local. E para conhecer garotas.
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"A primeira passagem aí (em 2005) foi muito corrida. Lembro da comida, pois adoro comida. Lembro de vinhos. E de garotas", diz o guitarrista Jeff Stinco, que falou com o Terra por telefone. "Agora vamos aproveitar mais."
Os shows estão marcados para os dias 19 (Claro Hall, no Rio) e 20 (Arena Anhembi, em São Paulo). Jeff espera um público "enlouquecido" e promete empolgação. "Estamos afastados dos palcos faz alguns meses por causa dos trabalhos em nosso novo disco. Mas sempre fomos uma banda de
palco. Adoramos tocar. E os shows que fizemos no Brasil foram ótimos", fala o guitarrista.
O próximo disco do Simple Plan, por sinal, segue no forno. Ainda sem data para chegar às lojas, o álbum já tem 14 canções praticamente prontas. Jeff dá a pista sobre a sonoridade. "Está bastante pesado e melódico também. Será o tipo de som que o Simple Plan costuma fazer", explicou.
Chegaram a circular boatos dizendo que a banda flertaria com o hip hop no disco - fato que deixou os fãs com orelhas em pé. "É... o David (Desrosiers, baixista do grupo) costuma dizer que somos uma banda de hip hop", desconversa, fazendo piada.
O guitarrista faz graça também ao ser perguntado sobre como o sucesso tem mudado sua rotina. "Ele faz sua a vida acelerar. Procuro ser o mesmo cara. Alguns anos atrás saía na rua e ninguém me conhecia. Isso mudou. Posso dizer que o sucesso me deu carros melhores", brinca.
"Agora temos mais responsabilidade. Procuramos fazer a melhor música, com a maior qualidade possível", retoma o músico.
Internet
Integrante de um grupo formado em uma época dominada pela tecnologia, Jeff faz uma avaliação ponderada sobre o papel da música digital. "Minha banda não existiria se não fosse a internet. Começamos e não tínhamos nem CD gravado para mostrar", diz.
Em seguida, o músico - que confessa ser fã de comunidades como MySpace - questiona a liberdade (e gratuidade) com que arquivos em MP3 circulam pela rede. Para ele, essa espécie de pirataria é complicada tanto para a indústria musical quanto para os artistas.
"Há um problema de educação aí. O que eu sei é que não é culpa dos jovens. A coisa mais terrível que vejo são companhia processando as pessoas. Não faz sentido. Todos sabem que a internet é um espaço livre. Então não dá para condenar alguém que simplesmente está usando isso", critica.
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