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Música
Sexta, 25 de agosto de 2006, 11h55  Atualizada às 12h07
Skank critica a hipocrisia e ataca a "classe letrada"
 
Ricardo Pieralini
 
Marcelo Pereira/Terra
O vocalista Samuel Rosa
O vocalista Samuel Rosa
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O quarteto mineiro Skank chega ao seu nono disco, Carrossel, e, além de soltar nova dose de canções pop e roqueiras, mostra que está com a língua afiada. Em entrevista ao Terra, Samuel Rosa criticou a "classe branca letrada" e até a postura de alguns companheiros.

Veja o desabafo de Samuel Rosa!
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Para o vocalista, a "classe letrada" abraça os músicos que apresentam um "passado dramático". "É como se o sucesso só tivesse sentido como compensação", diz Samuel. "A classe média não aceita o artista que é fruto dela mesma", segue.

Assumindo um papel de "homem-verdade", o cantor fala que o Skank chegou a rejeitar algumas propostas publicitárias com o temor de vincular sua imagem a uma marca e ser mal interpretado.

"Mas aí todo mundo em volta fez isso. E, então, por que o Jota Quest levou tanta pedrada quando fez propaganda para a Fanta e outros não levaram?", questiona.

Samuel ressalta ainda a legitimidade dos artistas que realmente passaram por sofrimentos, mas critica a pose e a "fantasia" de alguns companheiros.

"Você vê um desses festivais e só tem cara anunciando 'eu sou do hardcore' ou 'eu sou do rap'. É o tempo inteiro fazendo lavagem cerebral", interpreta. "Eu não sou coisa nenhuma. O Skank não representa coisa nenhuma. As pessoas que tirem suas conclusões", pontua.

O desabafo, mais que simples exaltação, indica o posicionamento seguro de uma banda que, com 15 anos de estrada, sabe que não precisa mais se submeter a todas as vontades do marketing para fazer sucesso. Essa segurança se reflete inclusive no som do Skank.

Pop com novidades
Carrossel foi gravado entre novembro de 2005 e junho deste ano no estúdio do grupo, em Belo Horizonte. "Isso deu liberdade de horário, tirou algumas tensões", diz o tecladista Henrique Portugal.

Fechados em "casa", os músicos puderam experimentar mais. Gravaram, por exemplo, sons de banjos, que nunca haviam utilizado. E se armaram com todo seu acervo de instrumentos pessoais para garantir a sonoridade desejada.

"Em Uma Canção é Pra Isso (primeira música de trabalho do CD), comecei experimentando um baixo dos anos 60, com cordas lisas e semi-acústico. Acabei gravando com um (instrumento) da década de 70. Foi uma sintona fina", fala Lelo Zaneti.

Outra vantagem de ficar em seu próprio estúdio: ter tempo para fugir das gravações padronizadas. "As técnicas estão pasteurizadas. Então temos de usar o melhor dos mundos. Não necessariamente do mundo mais recente", explica Henrique.

Dito e feito: canções como Até o Amor Virar Poeira e Mil Acasos ganharam arranjos ditados pela simplicidade. Outras, como Trancoso e Notícia, receberam tratamento bem distante do pop usual. Tudo para fugir da pasteurização.

"Gostamos muito de fazer, do resultado. Tomara que um grande número de pessoas goste também", diz o baterista Haroldo Ferretti. A banda toda, aliás, não nega que quer mesmo é fazer sucesso e vender disco. Postura que os "patrulheiros" do rock condenariam. Mas bem coerente para quem vive seu momento de homem-verdade.
 

Redação Terra
 
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