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Música
Segunda, 12 de junho de 2006, 16h43  Atualizada às 16h42
Felipe Dylon "puxa orelha" de Lula em nova música
 
Zean Bravo
 
Rogério Lorenzoni/Terra
Felipe Dylon
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Perto de completar 19 anos, no dia 23 de julho, Felipe Dylon demonstra que suas preocupações vão além da procura pela onda perfeita e a torcida pela Seleção na Copa. "A política nacional está uma desorganização só. Teve essa baderna toda do MLST no Congresso e nenhuma autoridade conteve aquilo", reclama o cantor-surfista, que dá um puxão de orelha no presidente Lula na letra de Acorda Brasil.

Veja fotos de Felipe

Parceria dele com o rapper Helião, a música abre o terceiro CD do cantor, Em Outra Direção, e diz: "Aí seu presidente, te demos o poder/ Para dessa vez fazer e acontecer, dando mais pro nosso povo/ Que tanto te apoiou, depositou seus votos e em você acreditou."

Felipe vai votar pela primeira vez para presidente. "Tem que conhecer as campanhas para votar consciente e cobrar", avisa ele, que prefere não declarar seu voto. "A música fala do governo de agora, mas serve para o próximo. Se Lula for reeleito vai escutar de novo."

O atual discurso de Dylon está refletido na capa do CD, que traz uma foto avermelhada dele com uma guitarra. "A gente queria menos close e olho verde e mais música", conta o criador do encarte, Marcelo Senna.

Preocupado ainda com a violência urbana - "Estava em São Paulo no meio daquela crise, fazendo show", lembra -, Felipe acha graça ao perceber que citou a palavra maturidade durante toda a entrevista.

"Estou sempre tendo que provar evolução, maturidade", observa ele, que gravou com Lulu Santos Ano Novo Lunar, gravado pelo veterano no disco Tudo Azul, de 1984.

É a única regravação do CD. Insatisfeito com o repertório imposto pela gravadora EMI, Felipe foi à Justiça ano passado para se desligar da companhia. Problema resolvido. "Quando o disco ficou pronto, mostrei para a EMI e reconquistei o respeito deles. Provei o valor das minhas composições". Tem que ser come-quieto
Felipe começou a preparar o CD novo, que mistura pop, rock e rap, no tempo em que morou em São Paulo para apresentar um programa de verão na MTV, no início do ano.

"Ganhei certa autonomia nesse período em que morei sozinho", diz o cantor, que gravou oito músicas compostas por ele.

O disco foi precedido por casa nova. Assim que voltou ao Rio, Felipe foi morar sozinho. "Não ter que dar mais satisfação para a mãe quando levo uma amiga em casa dá liberdade. Mas tenho que ter consciência", pondera.

Solteiro neste Dia dos Namorados, o carioca jura que não rolou nada com a dançarina Sabrina Sato. "Foi boato", diz. Mas Felipe não é de alardear conquistas. "Não pode tirar onda, tem que ser discreto, sabe o famoso come-quieto?".
 

O Dia

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