| Marcelo Faustini/Divulgação |
 A funkeira Perlla |
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Costumeiramente associado a "popozudas" e artistas desbocadas como Tati Quebra-Barraco e Deise Tigrona, o funk carioca ganha uma musa diferente. Perlla, evangélica de 17 anos, foi descoberta pelo "midas" DJ Marlboro, toca em alta rotação nas rádios e está lançando seu primeiro disco.
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A garota não critica o gênero "batidão", com letras recheadas de conotações sexuais, mas diz que seu estilo passa longe disso. "Eu não frequentava os bailes, até porque ia sempre à igreja. Mas conheço e sei que tem muito preconceito com o funk. Acho que a gente pode inverter esse jogo com o funk melody", diz.
Perlla se refere ao estilo que domina seu álbum de estréia, Eu Só Quero Ser Livre, e ficou conhecido nacionalmente com a dupla Claudinho & Buchecha. As letras falam de um universo jovem, cheio de gírias, encontros e desencontros.
"O título do CD representa todas as adolescentes. Elas querem ser livres, donas de seus narizes", define Perlla.
O repetório inclui Tremendo Vacilão, Estória de Caô e até uma regravação de Tudo Bem, clássico de Lulu Santos. Todas com a batida característica do funk e um clima meio Kelly Key.
"A Kelly é minha amiga. Gosto muito dela. Mas ela tem temas infantis. Eu não", resume a cantora, que começou se apresentando nos cultos da Assembléia de Deus e, em clima quase religioso, afirma: "Não estou aqui pela fama, mas para cantar."
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