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Instituição que aglutina as principais gravadoras, a Associação Brasileira dos Produtores de Discos divulgou esta semana o relatório de vendas referente a 2005. E os resultados, previsivelmente, não são muito animadores, ainda que o mercado fonográfico nacional ocupe atualmente a 10ª posição no ranking mundial.
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Em 2005, foram arrecadados R$ 615,2 milhões com a venda de 52,9 milhões de cópias de CDs e DVDs fabricados no Brasil. Parecem números grandiosos, mas, a rigor, houve queda de 20% em unidades e de 12,9% em valores na comparação com 2004.
As causas da queda contínua são a galopante pirataria física (que avança inclusive no comércio ilegal de DVD, formato até então meio imune à ação dos piratas), o crescimento inevitável do comércio online de música (sintomaticamente, todas as majors já entraram em acordo com o site IMusica para disponibilizar seus respectivos catálogos) e, claro, o alto preço dos CDs, pois muitos lançamentos já chegam às prateleiras por cerca de R$ 40.
Enfim, o cenário continua turbulento e desanimador: muitos projetos ao vivo, poucos artistas contratados, muitos selos abertos por nomes alijados do mercado, pouca grana e muito chororô. E tudo sinaliza que o futuro da música será mesmo digital.
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