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Música
Sexta, 5 de agosto de 2005, 09h10 
Morte de Carmen Miranda completa 50 anos nesta sexta
 
Divulgação
Carmen Miranda morreu aos 46 anos, de ataque cardíaco
Carmen Miranda morreu aos 46 anos, de ataque cardíaco
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Ela nunca se naturalizou brasileira, mas é um dos maiores símbolos do Brasil no exterior. Nascida em Marco de Canaveses, Portugal, Maria do Carmo Miranda da Cunha, conhecida mundialmente como Carmen Miranda, morreu há exatos 50 anos, no dia 5 de agosto de 1955, em Beverly Hills, Hollywood.

Rio de Janeiro prepara homenagens a Carmen Miranda

Carmen Miranda tinha 46 anos e morreu vítima de um ataque cardíaco, após participar da gravação de um programa de televisão. Sofrendo de depressão desde a década anterior, a cantora também estava exausta com o ritmo puxado de trabalho. Na época, ela já era uma estrela internacional.

Seu corpo só foi encontrado no dia seguinte, pelo marido. O enterro, acompanhado por mais de 500 mil pessoas cantando Ta-hi! e Adeus Batucada, foi no Rio de Janeiro, no Cemitério São João Batista.

A descoberta
Para o Brasil, Carmen veio com apenas 1 ano de idade. Com exceção de Olinda, sua irmã mais velha, que morreu de tuberculose aos 23 anos, os outros quatro irmãos (Amaro, Cecília, Aurora e Oscar) nasceram no Rio de Janeiro.

O dom para cantar foi percebido ainda na infância, pela família. Isso acabou dando origem ao nome artístico, que começou como um apelido entre os familiares, inspirado na ópera Carmen, de Bizet. Apesar de cantar muito bem desde pequena, uma influência da mãe, Maria Emília, que também tinha o dom, a menina Maria do Carmo sonhava em ser freira.

Ela chegou a estudar em uma escola de freiras, mas, aos 14 anos, parou de freqüentá-lo porque precisou ajudar no sustento da família. O sonho também não foi realizado porque o pai, José Maria Pinto da Cunha, era contra.

Carmen Miranda trabalhou como balconista em uma loja de gravatas e também em uma loja de chapéus femininos. Quando os pais abriram uma pensão em casa, para aumentar a renda familiar, Carmen passou a trabalhar como costureira, aprendendo o novo ofício com a irmã Olinda. A partir dali, ela começou a fazer as suas próprias roupas.

O ambiente da pensão dos pais foi "cenário" para que Carmen Miranda começasse a conviver com músicos e artistas. O local era freqüentado por nomes como Pixinguinha, um dos que viu a jovem cantora começar a soltar a voz em público, com seu repertório formado por tangos. Mas foi o compositor e violonista baiano Josué de Barros que, impressionado com o talento de Carmen, a iniciou no meio artístico, em 1928.

Mesmo contra a vontade do pai de Carmen Miranda, Josué de Barros - que no futuro disse que sua biografia poderia ser resumida em três palavras: "eu descobri Carmen" - conseguiu que ela gravasse um disco pela gravadora Brunswick. Ele era também o compositor das músicas que foram gravadas: Não Vá Simbora e Se o Samba é Moda.

O primeiro grande sucesso foi Ta-hi!, de Joubert de Carvalho, lançada em 1930. A música alcançou uma popularidade tão grande que, em menos de seis meses, Carmen Miranda já era a cantora mais famosa do Brasil.

No ano seguinte, ela viajou para o exterior pela primeira vez como uma artista renomada, quando foi para a Argentina com os cantores Francisco Alves, Mário Reis e com o bandolinista Luperce Miranda. Ela retornou à Argentina mais oito vezes, entre os anos de 1933 e 1938.

Carreira no cinema
Os filmes estrelados por Carmen Miranda são uma marca na sua carreira. O primeiro, O Carnaval Cantado no Rio, estreou em 1932, dirigido por Adhemar Gonzaga, que também assinou a direção do segundo longa, A Voz do Carnaval, no ano seguinte.

Quase todos os musicais tiveram como tema o Brasil e o carnaval, mas foi o último filme, Banana da Terra, de 1939, que instaurou o estilo que consagrou Carmen Miranda no mundo todo. Ela apareceu interpretando O Que é que a Baiana Tem?, usando as famosas roupas de baiana, turbantes, as altíssimas sandálias de plataforma e os inúmeros colares e pulseiras.

No total, Carmen Miranda fez 19 filmes, sendo que 5 no Brasil e 14 nos Estados Unidos. Entre um filme e outro, em 1933, sua irmã mais nova, Aurora, passou a se apresentar ao seu lado, também como cantora. O apelido de "Pequena Notável", estimulado pelo 1,53 metro de altura, foi dado nessa época, pelo radialista César Ladeira.

"Americanizada"
Em 1939, um ano após a morte do pai, quando Carmen Miranda chegou a pensar em abandonar a carreira, ela foi morar nos Estados Unidos. O empresário Lee Schubert a levou para ser uma das principais intérpretes na revista musical Street of Paris, na Broadway.

A ida para os Estados Unidos causou polêmica na época. Teve quem falasse que Carmen Miranda foi morar no exterior para criar uma boa imagem do Brasil no exterior, patrocinada pelo então presidente Getúlio Vargas, apontado também como seu suposto amante. O fato é que a "Pequena Notável" foi, levando junto os três músicos do grupo Bando da Lua, uma exigência dela para trocar o Brasil pela América.

Nos Estados Unidos, acusada de "americanizada" por alguns brasileiros, a artista ganhou um novo apelido: "Brazilian Bombshell", algo como "Explosão Brasileira".

A primeira reação de frieza dos fãs brasileiros foi em 1940, quando Carmen voltou ao Brasil para o casamento da sua irmã Aurora. Como "resposta", ela gravou a música Disseram que Voltei Americanizada. O sucesso foi enorme e a cantora voltou a agradar fãs e crítica.

Outra prova do sucesso de Carmen Miranda foi quando, em 1941, ela foi convidada a marcar suas mãos e pés na Calçada da Fama de Hollywood.

Vida amorosa discreta
Com uma vida amorosa sempre discreta, Carmen Miranda se casou com o norte-americano David Alfred Sebastian no dia 17 de março de 1947, aos 36 anos. Ele era montador de filmes nos estúdios da Columbia e Carmen o conheceu durante as filmagens de Copacabana.

Antes do casamento, o pouco que se sabe sobre os amores de Carmen Miranda é que ela teve uma paixão na adolescência. Ele era o remador Mário Cunha.

Aloysio de Oliveira, integrante do Bando da Lua, também viveu um relacionamento íntimo com Carmen, mas tudo de forma discreta e longe dos holofotes. Tanto, que até hoje não se sabe se foi um romance ou uma grande amizade.

Depois da frustração por ter perdido um bebê, Carmen Miranda aumentou o ritmo de trabalho e passou por vários problemas pessoais. Com muitas saudades do Brasil, ela tornou-se hipocondríaca e teve crises de depressão. Em Londres, em 1948, passou a sofrer de "síndrome de palco" e passou a tomar tranqüilizantes para se apresentar diante do público.
 

Redação Terra
 
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