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Música
Domingo, 3 de setembro de 2006, 11h07  Atualizada às 11h06
Gilberto Gil lança disco com canções filosóficas
 
EFE
O músico e ministro Gilberto Gil
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Um Gilberto Gil espiritual e filosófico é o que o público pode esperar no novo CD do compositor baiano, Gil Luminoso. Feito inicialmente para integrar o livro homônimo de Bené Fonteles, em 1999, o disco, lançado pela Biscoito Fino, tem 15 faixas em clima intimista, com letras repletas de traços filosóficos, gravadas usando somente voz e violão - formato inédito na carreira do compositor.

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Produzido em apenas dois dias, o CD conta com músicas escritas para Elis Regina, como O Compositor Me Disse, e Copo Vazio, composta a pedido de Chico Buarque e nunca antes cantada pelo próprio Gil.

"Quando Chico me ligou pedindo uma música, fiquei emocionado. Sentei-me no chão, com as luzes todas apagadas, somente com meu violão e um copo de vinho. De repente, olhei para o copo e pensei que o copo estava vazio de vinho, mas cheio de ar. Daí surgiu o primeiro verso da música", conta.

O lançamento de Gil Luminoso promoverá um fato cada vez mais raro: a trinca formada por Gil, Caetano Veloso e Chico Buarque lançando novos discos ao mesmo tempo - a última vez que algo parecido aconteceu foi em 1993, quando Chico lançou Paratodos, e Gil e Caetano lançaram juntos Tropicália 2, comemorando os 25 anos do movimento. "É coincidência, mas uma maravilhosa coincidência", afirma.

A voz - que Gil se queixa de não estar em sua melhor forma no CD - e o violão das músicas foram gravados simultaneamente, com exceção de O Som da Pessoa, parceria de Gil com Bené. "A parte mais demorada foi a adaptação das músicas, que foram compostas com arranjos para guitarras, para uma banda tocar", comenta.

Aos 64 anos, o ministro da Cultura afirma que ainda não pensou se continua no cargo caso o presidente Lula seja reeleito. "Tudo vai depender da reeleição de Lula, e se ele vier a me fazer um convite para continuar", diz.

Gil afirma que recebe severas críticas de alguns artistas, que acham que os direitos autorais devem ser preservados. "Muitos gritam revolução e democratização, mas quando o problema é com uma música deles, é outra coisa", pondera.

"Sou a favor da flexibilização do direito autoral e da discussão sobre o jabá (execução de música mediante pagamento). As rádios são concessões públicas, mas sempre lhes foi dado o direito a vender seu espaço comercialmente, e ninguém contesta isso. Por que então um programador ou um DJ não pode vender o seu espaço?", questiona.

Gil cita Confúcio para explicar seu ponto de vista. "O meio justo é o que está a igual alcance dos dois extremos. Não sou a favor nem contra o jabá, proponho somente uma ampla discussão sobre o assunto e a criação de mecanismos para controlar a prática", completa.
 

O Dia

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