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O Grammy Latino atraiu atenção moderada nos Estados Unidos. Eclipsado pela convenção republicana - que concentra todas as atenções da mídia do país esta semana - e um episódio importante no processo contra o jogador Kobe Bryant, o evento ganhou menções discretas na imprensa.
O New York Times, por exemplo, apontou a falta de astros do mainstream latino, como Ricky Martin, Marc Anthony e até o grande vencedor da noite, Alejandro Sanz. Os dois prêmios de Maria Rita ganharam apenas uma linha na reportagem publicada hoje no jornal (o New York Times elogio a cantora há poucos dias, em uma matéria longa).
O New York Post apenas reproduziu uma reportagem de uma agência internacional de notícias, sem destacar nenhum artista em especial, enquanto o Daily News ignorou o assunto. Jornais de Miami e Los Angeles, cidades com grande comunidades latinas, e publicações especializadas, como "Billboard" e "Hollywood Reporter", deram mais espaço para a cobertura.
Tanto nos veículos americano quanto na BBC inglesa, o destaque é para Sanz, nome conhecido no mercado internacional. Mas como o astro não compareceu à cerimônia, a foto de Maria Rita com o prêmio foi a mais publicada.
Para a brasileira, claro, o Grammy Latino representou mais uma chance de se tornar conhecida no mercado americano: além de simpatia, ela mostrou que fala inglês perfeitamente - o que é uma grande ajuda.
Desde sua criação, em 2000, o Grammy Latino tem sido exibido pela rede de TV CBS em horário nobre. Anúncios em espanhol veiculados durante os intervalos, de marcas como a Heineken, ajudam a demarcar o programa como um evento do público latino.
Em 2001, a premiação foi adiada por conta do atentado terrorista e, no ano seguinte, problemas com a diretoria da Academia de Artes e Ciências Fonográficas acabaram chamando mais atenção do que o evento em si.
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