| EFE |
 Maria Rita, a salvadora do Brasil na festa do Grammy Latino |
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Quando a Recording Academy anunciou os indicados ao 5º Grammy Latino, no dia 14 de julho deste ano, tudo indicava que a música brasileira finalmente tinha entrado pela porta da frente da premiação. Meros coadjuvantes em outros anos, os músicos brasileiros tiveram destaque nas indicações. Mas na cerimônia desta quarta, em Los Angeles, a Academia mostrou que ainda não integrou totalmente o Brasil ao resto do mercado latino.
Com Maria Rita, Skank e o produtor Tom Capone, o Brasil era o líder de indicações. Nas categorias principais a cantora paulista, filha de Elis Regina, e o grupo mineiro competiam entre si. Sem chamar muito a atenção, Alejandro Sanz roubou a cena e levou os prêmios. E só não ganhou a estatueta de Artista Revelação porque está há um bom tempo na estrada.
Mas a música brasileira correu por fora, e chamou a atenção em duas categorias menores. O violoncelista franco-chinês Yo-Yo Ma e seu álbum Obrigado, Brazil, gravado no Rio de Janeiro, arremataram o título de Melhor Álbum Instrumental. Já a obra de Tom Jobim dividiu o prêmio de Melhor Álbum de Música Clássica com a Orquestra de Barcelona.
Com isso, o país teve destaque na categoria dedicada apenas à música brasileira. Carlinhos Brown, Skank, a Banda de Pífanos de Caruaru, Maria Rita, Zezé Di Camargo & Luciano e os irmãos Nana, Dori e Danilo Caymmi sagraram-se campeões.
Na verdade, as portas da Academia estão apenas entreabertas para a música do Brasil. Por enquanto, pouca coisa além da MPB chamou a atenção dos exigentes executivos do Grammy Latino. Talvez em 2005 o Brasil possa realmente se consagrar na festa da música, que é latina, mas, por enquanto, só fala espanhol.
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