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A banda Bacilos está na crista da onda. Com um Grammy e seis indicações ao Grammy Latino por seu disco Caraluna, o trio alcança a fama depois de lutar duro num mercado em que a concorrência é grande.
Composta pelo colombiano Jorge Villamizar, o porto-riquenho José Javier Freire e o brasileiro André Lopes, o grupo, que nasceu em Miami quando os três eram estudantes, mistura sons caribenhos e pop.
Em entrevista à Reuters, Freire disse que, mesmo que o Bacilos não leve para casa um Grammy Latino na cerimônia que acontecerá nesta quarta-feira em Miami, não sairá de mãos vazias, porque terá a chance de falar com a imprensa e aproximar-se do público.
"O Grammy é importante por causa do prestígio que o acompanha e a atenção da mídia. Mas o mais importante é o carinho do público. Para nós, o Grammy Latino é superimportante e está ainda mais emocionante este ano, porque finalmente a festa terá lugar em Miami", afirmou Freire.
Segundo ele, as indicações para o maior prêmio de música latina e hispânica representam um desafio para a banda, porque levam a um compromisso mais sério com o público.
Freire disse ainda que a vontade de misturar vários ritmos veio da saudade de voltar às raízes depois de viver anos nos EUA.
"Eu, pelo menos, não ouvia tanta salsa antes de morar lá. De repente, quando fui estudar em Miami, me vi ouvindo Gilberto Santa Rosa ou o Gran Combo de Porto Rico, e me dava saudades. Você se dá conta de suas raízes e de que temos uma cultura incrível", contou ele.
Apesar de formado por três músicos principais, em turnê o Bacilos conta com outros cinco colegas para garantir que todas as influências estejam bem representadas nos shows.
Há dois cubanos - Batanga no trompete e Pedro Alfonso no violino -, o colombiano Ramón Benitez no trombone, Javier Vasquez (venezuelano) na percussão e, na guitarra e nos teclados, o cubano-americano Antonio Laurencia, que vive em Miami.
O Bacilos entrará em estúdio em março de 2004 para gravar um novo álbum.
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