> Diversão > Música  > Grammy Latino 2003
 Sites relacionados
Cifra Club
Expresso 2222
Território da Música
Guia de Cidades
MP3Box
  Busca Rádio Terra


  Letras e cifras


Boletim

Receba notícias no seu e-mail

Fale conosco

Escreva com críticas e sugestões


Grammy Latino 2003
Domingo, 31 de agosto de 2003, 19h15 
Cubanos lutam pelo direto de participar do Grammy
 
Notícias
» Grammy Latino poderá ter edições fora dos EUA
» Gil será embaixador do Brasil no Grammy Latino
» Maria Cândido apresenta Grammy Latino no SBT
» Frejat fala sobre indicação no Grammy Latino 2003
Últimas de Grammy Latino 2003
» Juanes conquista os latinos já no segundo álbum
» Bacilos toma impulso depois do Grammy Latino
» Fidel assiste a show dos barrados no Grammy Latino
» Cubanos ficam de fora e dividem a opinião pública
Busca
Busque outras notícias no Terra:
Uma dezena de músicos cubanos residentes na ilha e indicados ao prêmio Grammy Latino viu evaporar-se uma nova chance de ir à premiação por causa das tensões políticas entre os governos de Cuba e dos Estados Unidos.

A poucos dias da grande noite da música latina, nenhum deles recebeu visto para viajar para Miami, e muitos sentem-se vítimas de um conflito político que não lhes diz nada.

"Com a minha música vou a qualquer parte, porque não sou um político, sou um artista que deseja mostrar a cultura musical de meu país e nada além", disse Ibrahim Ferrer, ganhador de dois Grammy em 2000 pelo álbum Buena Vista Social Club, e indicado novamente neste ano por seu disco Buenos Hermanos, que reúne jóias da canção cubana tradicional.

"Se os atletas cubanos vão competir nos Estados Unidos ou em qualquer outro país, por que não podemos viajar para a cerimônia de entrega dos Grammy, uma espécie de olimpíada da música?", perguntou Juan Formell, da orquestra Los Van Van, em declarações à publicação Prensa Latina.

Sem entrar em considerações políticas sobre a disputa de mais de quatro décadas entre Cuba e EUA, os artistas cubanos da ilha reclamam seu direito de estarem presentes na cerimônia de premiação.

"É nosso direito assisti-la. Nossos artistas, nossa música, com seu prestígio e qualidade, ganharam esse espaço, por isso não teremos que renunciar a ele", disse à imprensa Abel Acosta, vice-ministro cubano de Cultura. Em cerimônias anteriores vários músicos da ilha não conseguiram vistos a tempo e não puderam participar da cerimônia de premiação.

Por Cuba estar incluída na lista de "países patrocinadores do terrorismo", os pedidos de visto de cubanos requerem mais tempo para sua tramitação, devido às rígidas regulações imigratórias impostas por Washington depois dos atentados de 11 de setembro de 2001.

Além disso, os cubanos se queixam porque não receberam os convites oficiais para a cerimônia, necessários para pedir um visto para os Estados Unidos, que rompeu suas relações com Havana pouco depois da revolução castrista de 1959.

O Grammy latino vai acontecer em Miami em 3 de setembro, em meio a ameaças de protestos de grupos castristas e anticastristas. Quem se opõe a apresentação em Miami de músicos que moram em Cuba alegam que eles são vozes do governo de Fidel Castro, pois participam de atividades oficiais na ilha.

Entre os músicos cubanos indicados, além do cantor Ibrahim Ferrer está o pianista de jazz Chucho Valdés, a orquestra Los Van Van, com seu compositor e diretor Juan Formell, e o guitarrista Manuel Galbán.

"Estou muito feliz por este reconhecimento, e como fui convidado para a cerimônia, se me derem o visto - que não acredito que chegue a tempo - irei para representar a cultura cubana como sempre fiz até agora", disse Galbán, indicado, junto com o texano Ry Cooder, pelo álbum Mambo Sinuendo.

Formell e Los Van Van, vencedores de um Grammy em 1999, foram indicados pelo disco En el Malecón en Vivo.
 

Reuters

Reuters Limited - todos os direitos reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.