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A cerimônia de premiação do Grammy Latino se realizará pela primeira vez em Miami em 3 de setembro, mas o presidente da Academia Fonográfica Latina, Gabriel Abaroa, garante que as próximas edições poderão ser rotativas, incluindo cidades fora dos Estados Unidos. "Não teremos que ficar em Miami no ano que vem", disse ele à Reuters.
"Na noite de 4 de setembro, tenho que me sentar para ver tudo o que aprendemos desse processo, todas as lições boas e más. Em seguida, abriremos um novo processo e escutaremos as cidades que tenham interesse em abrigar um Grammy Latino, incluindo a possibilidade de levá-lo algum dia à América Latina."
A quarta entrega do Grammy Latino reunirá as principais figuras do mundo da música latina sob o mesmo teto, celebrando e homenageando uma de suas maiores representantes: a falecida rainha da salsa, Celia Cruz.
O espetáculo começa com a entrega do prêmio especial ao ministro da Cultura do Brasil, Gilberto Gil, e prossegue com shows de astros como Alexandre Pires, Ricky Martin e Juanes.
Para Abaroa, Miami é uma cidade perfeita para celebrar o melhor da música latina, por causa de sua alta população de origem hispânica e por sua localização equidistante de centros musicais como Los Angeles, Nova York, Madri, México e Buenos Aires.
No passado, o evento se realizou em Los Angeles por temores de protestos de cubanos anticastristas contra a presença de artistas que colaboram com o regime na ilha do Caribe.
"As pessoas têm direito de se manifestar", disse Abaroa. "Elas não se manifestam contra mim ou minha organização, pois o (nosso) processo de organização não é político, e sim administrativo e musical."
As autoridades de Miami estão tomando medidas preventivas para o evento e já separaram uma área na cidade onde manifestantes poderão se reunir livremente.
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