Música

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30 de junho de 2013 • 02h48 • atualizado em 30 de Junho de 2013 às 21h42

Em Caruaru, feira põe à venda vinil de até R$ 3 mil

 

Nos eventos de São João em Caruaru (PE), que organiza uma das festas juninas mais importantes do Brasil, é de se esperar que se vendam comidas típicas, roupas tradicionais, lembranças diversas, artesanato... Mas neste sábado (29), Dia de São Pedro, a cidade inovou com a 1ª Feira do Vinil e Escambo.

O evento, realizado em um dos galpões da antiga Estação Ferroviária da cidade, reúne colecionadores de vários municípios pernambucanos. E o destaque não poderia ser outro, se não os discos de forró. Alguns, inclusive, com valores que chegam a R$ 3 mil.

É isso que garante o colecionador Cícero Lopes, de 57 anos, que há 20 reúne obras de cantores como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Camarão e Azulão ­ ícones do forró na região. “Diferente da maioria, que coleciona artistas ou grupos, eu me dedico a gêneros musicais. E entre os discos, alguns só sairiam da minha coleção por R$ 3 mil”, reforça.

Cícero destaca que, entre as peças mais raras da seção de forró, está o disco “O Rei do Baião”, de 78 rotações, lançado em 1957. “Nele Gonzagão canta, pela primeira vez, a música A Feira de Caruaru. É uma relíquia, e é um dos mais importantes da minha coleção”, afirma.

A feira atraiu o olhar dos curiosos, principalmente dos amantes do som analógico, que, nos últimos anos, vem reconquistando espaço no mercado da música. Isso graças a pessoas como o aposentado Benício Rodrigues, de 72 anos, que garante ter em casa ao menos três radiolas (aparelho que serve para reproduzir discos). “Confesso que tenho até ciúmes delas. Meus filhos até já tentaram me convencer trocá-las por um home theater, mas não tem jeito, não quero me livrar dos meus discos”, avisa.

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