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Contra "efeito Carlinhos Brown", banda treina Matrix para Rock in Rio

Anunciada como atração do Rock in Rio 2013, banda Kiara Rocks encara com bom humor tarefa de abrir show do Slayer

5 mar 2013
19h03
atualizado às 21h14
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Banda Kiara Rocks foi anunciada como uma das atrações no Rock In Rio 2013
Banda Kiara Rocks foi anunciada como uma das atrações no Rock In Rio 2013
Foto: André Naddeo / Terra
Seria mais do que normal para uma banda formada há cinco anos o contato com artistas nacionais já renomados na ânsia de pegar a experiência acumulada pelos ídolos ao longo dos anos para o primeiro grande desafio profissional. A diferença para o Kiara Rocks, uma das atrações nacionais confirmadas nesta terça-feira (5) para a quinta edição nacional do Rock in Rio, em setembro deste ano, é que o treinamento intensivo passa também por lições hollywoodianas.

“Estou em ritmo forte com o meu treinamento Matrix”, anunciou o vocalista e líder do KR, Cadu Pelegrini, fazendo os movimentos eternizados por Keanu Reaves nas telas dos cinemas para se desviar das balas dos agentes da trama. A diferença, no caso, é que as balas de revólver serão substituídas por garrafas e o grande motivo deste é a banda de thrash metal Slayer, uma das principal atração da última noite do festival que receberá ainda Avenged Sevenfold e Iron Maiden.

“A gente vai abrir para o Slayer, é um negócio meio pesado”, brincou Pelegrini, temendo que sua banda possa protagonizar as mesmas cenas que o percussionista baiano Carlinhos Brown passou na edição de 2001, quando foi “massacrado” pelo público, em noite histórica de vaias e garrafadas, quando abriu o palco por onde passaria os Guns N´Roses.

Rogério Flausino, Samuel Rosa, Roberta Medina e Dinho Ouro Preto no anúncio das atrações
Rogério Flausino, Samuel Rosa, Roberta Medina e Dinho Ouro Preto no anúncio das atrações
Foto: André Naddeo / Terra
“Não somos uma banda de metal, somos um banda de rock. O que vale é atitude, e a gente tem que se importar é com isso. Vou pedir ajuda dos caras (mais antigos, como Skank e Capital Inicial). É uma baita responsabilidade abrir para uma das maiores bandas de thrash (metal) do mundo”, completou ainda o músico.

Na verdade, o Kiara Rocks, proporcionalmente, está a léguas de distância do comparativo com o músico baiano. Ainda assim, toda atenção é pouca para uma grande responsabilidade, como é a de tocar no maior festival de música do País.

“A gente é novidade, ninguém conhece a gente, mas temos o apoio do (presidente, Roverto) Medina, um monte de banda começou assim, o Paralamas (do Sucesso), por exemplo”, exemplificou, ao lembrar que a banda de Herbert Vianna estourou justamente na primeira edição do Rock in Rio, em 1985, para se tornar uma das grandes referências nacionais.

“Eu fui no Monster of Rock (em 1996) e saí da roda com uma marca de coturno. Eu sei o peso que é. O que acontece: você tem uma banda que cresceu ouvindo e que respeita muito, que é o caso do Slayer, Portanto, como disse, estou pegando dicas com os caras, enchendo o saco deles, nas rodinhas, quando eles me veem, já saem até de perto”, finalizou Pelegrini, bem humorado, pelo menos, diante do desafio. 

Fonte: Terra

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