Música

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21 de setembro de 2010 • 20h26 • atualizado em 22 de Setembro de 2010 às 02h31

A caminho do Brasil, rapper Pitbull fala sobre suas influências

O rapper se apresenta no sábado (25) no festival Telefonica Sonidos, que acontece no Jockey Club, em São Paulo
Foto: Divulgação
 
Paulo Noviello

Filho de imigrantes cubanos nascido em Miami, o rapper Pitbull, que se apresenta neste sábado (25) no festival Telefonica Sonidos, no Jockey Club, em São Paulo, é um bom exemplo da mistura de influências da atual música latina. Tendo crescido na Miami dos anos 80, ele foi influenciado pela música cubana tradicional de nomes como Celia Cruz, mas abraçou o hip hop, principalmente através do estilo Miami bass, que influenciou o surgimento do funk carioca no Brasil, e agora mistura música cubana, rap e funk carioca em seu trabalho.

Pitbull, nascido Armando Cristian Perez, falou por telefone ao Terra, de Miami, sobre a expectativa para o show no Brasil e o caldeirão de influências. "É a primeira vez que eu irei ao Brasil, mas conheço muitos brasileiros aqui em Miami. Estou muito animado, a cultura daí é fantástica, a música, e as mulheres, claro. Tenho ouvido bastante o funk carioca e estou incorporando esse 'booty funk' em algumas músicas. Em Miami a comunidade brasileira e cubana se dão muito bem. Sobre o show, espero que seja uma boa festa, com um clima de carnaval, pois para mim a vida é uma grande festa", disse.

Perguntado sobre a influência da música cubana em seu trabalho, ele afirma que tenta trazer todo tipo de influência para suas músicas. "Com certeza a influência cubana está lá, mas eu tento colocar tudo que me agrada nas músicas. Toda música que faz as pessoas se sentirem bem, ficarem alegres, dançarem, é boa." No início de carreira seu grnade ídolo era o rapper novaiorquino Notorious B.I.G., morto em 1996. A época era o auge do chamado "gangsta rap", com letras violentas. Pitbull acha que hoje os tempos são outros. "As pessoas não querem mais ouvir sobre violência, apenas querem se sentir bem, e acho que o rap atual reflete isso", afirmou.

Início de carreira
O rapper disse ainda que não se sentiu discriminado no início de carreira por ser um branco de origem cubana e olhos azuis em um meio dominado pelos negros. "De modo algum, onde eu cresci tinham muitos negros e a gente sempre se deu bem, através da música, que é essa linguagem universal", contou. E reconhece a volta da sonoridade dos anos 80, com o Miami bass, na música atual. "A música, a moda, e tudo na vida, acontece em ciclos. A gente vê a Lady Gaga hoje, que tem muita coisa dos anos 80, de Maddona. E com o Miami bass é a mesma coisa, está voltando".

Recentemente, com Marc Anthony, ele participou da gravação da faixa Armada Latina, do grupo Cypress Hill, os pioneiros do rap latino. "Foi demais. O Cypress Hill abriu esse caminho para a gente. Hoje, com nomes como Shakira e Jennifer Lopez, vemos que os latinos chegaram lá. E devemos muito ao Cypress Hill", afirmou.

Redação Terra